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Atualizado às: 26 de fevereiro, 2004 - 14h56 GMT (11h56 Brasília)
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Ex-ministra que acusa Blair é conhecida pela rebeldia

Clare Short
Clare Short tem atacado frequentemente o primeiro-ministro
Clare Short lançou outra bomba no governo com sua alegação de que britânicos rotineiramente grampearam telefonemas de membros das Nações Unidas.

Desde que ela deixou o governo por causa da guerra do Iraque, ela vem atacando duramente o primeiro-ministro por seu papel em conduzir o país ao conflito, chegando mesmo a pedir a sua renúncia.

Não foi a primeira vez que ela dirigiu sua raiva ao líder do Partido. Ela renunciou da linha de frente do Partido Trabalhista por três vezes, duas por causa das guerras no Golfo e uma por causa de leis de prevenção de terrorismo.

Ao lado do ex-ministro das Relações Exteriores Robin Cook, ela liderou a revolta dos críticos à guerra dentro do Partido.

Críticas

Ao contrário de Cook, no entanto, que se demitiu às vésperas da guerra, a maneira como ela partiu prejudicou suas relações com vários de seus antigos simpatizantes.

Ao invés de se demitir antes do conflito, ela discutiu publicamente os prós e contras, e apenas decidiu deixar seu posto de ministra para o Desenvolvimento Internacional, quando a guerra acabou oficialmente.

Isso confundiu muitos de seus aliados tradicionais na esquerda dos Trabalhistas.

Sua última revelação deve levantar a questão do porquê Short não se demitiu na época, se ela estava preocupada com o comportamento do serviço secreto.

Início

Clare Short construiu sua carreira política baseada na reputação de falar o que pensa e seu desempenho na Câmara dos Comuns pode ser emocional e em muitas ocasiões, selvagem.

As crenças apaixonadas de Short começaram a se desenvolver desde cedo. Ela nasceu e cresceu em Birmingham, a segunda dos sete filhos de pais irlandeses.

Em uma ocasião, ela foi enfática sobre as tropas britânicas deixarem a Irlanda do Norte.

Com um diploma em Ciência Política, Short não tinha muita idéia de como era o Parlamento até começar a trabalhar como secretária de um ministro dos Conservadores.

Polêmicas recentes

Ela considerou muitos dos parlamentares “nada impressionantes” em suas funções e concluiu que também seria capaz de fazer o trabalho. Em 1983, elegeu-se parlamentar por Birmingham.

Um de seus primeiros alvos foi a Garota da Página 3 do jornal The Sun. O tablóide publica diariamente uma fotografia de uma mulher fazendo topless, mas Short não teve sucesso na sua proposta de banir a seção.

Short foi também a primeira ministra a condenar o Partido Trabalhista por ter aceito doações de um editor de material pornográfico.

Após pedir a legalização da maconha e sugerir que pessoas como ela poderiam pagar mais taxas, ela acabou com a paciência de Tony Blair quando ela se recusou a apoiar a decisão do primeiro-ministro em uma entrevista na televisão sobre a greve no metrô.

Mais tarde, ela surpreendeu o governo ao apresentar seu filho ao público, 31 anos após tê-lo dado para adoção.

Suas polêmicas recentes incluem se posicionar contra a venda de um caríssimo sistema militar de controle aéreo para o governo da Tanzânia e planos para aumentar preço das universidades britânicas.

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