|
Ex-ministra que acusa Blair é conhecida pela rebeldia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Clare Short lançou outra bomba no governo com sua alegação de que britânicos rotineiramente grampearam telefonemas de membros das Nações Unidas. Desde que ela deixou o governo por causa da guerra do Iraque, ela vem atacando duramente o primeiro-ministro por seu papel em conduzir o país ao conflito, chegando mesmo a pedir a sua renúncia. Não foi a primeira vez que ela dirigiu sua raiva ao líder do Partido. Ela renunciou da linha de frente do Partido Trabalhista por três vezes, duas por causa das guerras no Golfo e uma por causa de leis de prevenção de terrorismo. Ao lado do ex-ministro das Relações Exteriores Robin Cook, ela liderou a revolta dos críticos à guerra dentro do Partido. Críticas Ao contrário de Cook, no entanto, que se demitiu às vésperas da guerra, a maneira como ela partiu prejudicou suas relações com vários de seus antigos simpatizantes. Ao invés de se demitir antes do conflito, ela discutiu publicamente os prós e contras, e apenas decidiu deixar seu posto de ministra para o Desenvolvimento Internacional, quando a guerra acabou oficialmente. Isso confundiu muitos de seus aliados tradicionais na esquerda dos Trabalhistas. Sua última revelação deve levantar a questão do porquê Short não se demitiu na época, se ela estava preocupada com o comportamento do serviço secreto. Início Clare Short construiu sua carreira política baseada na reputação de falar o que pensa e seu desempenho na Câmara dos Comuns pode ser emocional e em muitas ocasiões, selvagem. As crenças apaixonadas de Short começaram a se desenvolver desde cedo. Ela nasceu e cresceu em Birmingham, a segunda dos sete filhos de pais irlandeses. Em uma ocasião, ela foi enfática sobre as tropas britânicas deixarem a Irlanda do Norte. Com um diploma em Ciência Política, Short não tinha muita idéia de como era o Parlamento até começar a trabalhar como secretária de um ministro dos Conservadores. Polêmicas recentes Ela considerou muitos dos parlamentares “nada impressionantes” em suas funções e concluiu que também seria capaz de fazer o trabalho. Em 1983, elegeu-se parlamentar por Birmingham. Um de seus primeiros alvos foi a Garota da Página 3 do jornal The Sun. O tablóide publica diariamente uma fotografia de uma mulher fazendo topless, mas Short não teve sucesso na sua proposta de banir a seção. Short foi também a primeira ministra a condenar o Partido Trabalhista por ter aceito doações de um editor de material pornográfico. Após pedir a legalização da maconha e sugerir que pessoas como ela poderiam pagar mais taxas, ela acabou com a paciência de Tony Blair quando ela se recusou a apoiar a decisão do primeiro-ministro em uma entrevista na televisão sobre a greve no metrô. Mais tarde, ela surpreendeu o governo ao apresentar seu filho ao público, 31 anos após tê-lo dado para adoção. Suas polêmicas recentes incluem se posicionar contra a venda de um caríssimo sistema militar de controle aéreo para o governo da Tanzânia e planos para aumentar preço das universidades britânicas. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||