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Atualizado às: 18 de fevereiro, 2004 - 13h35 GMT (10h35 Brasília)
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Parreira cobra regularidade de 'candidatos' à Seleção

Carlos Alberto Parreira
Técnico da seleção brasileira respondeu a perguntas dos internautas
O treinador Carlos Alberto Parreira declarou, em entrevista à BBC Brasil, que, para chegar à Seleção, os jogadores que despontam no futebol brasileiro precisam de regularidade. De acordo com Parreira, "não basta jogar bem um jogo para ser convocado".

O treinador evitou comentar os apelos de torcedores pela convocação de atletas como o zagueiro Alex, do Santos, o lateral Mancini, da Roma, o meia Alex, do Cruzeiro, e o também meia Felipe, do Flamengo.

O técnico da Seleção Brasileira respondeu a algumas das perguntas enviadas pelos internautas da BBC Brasil e de seus parceiros na véspera do amistoso contra a Irlanda, em Dublin.

Leia abaixo a segunda parte da entrevista concedida por Parreira à BBC Brasil.

Pergunta - Muitos internautas elogiaram os jogadores Alex, do Santos, o outro Alex, do Cruzeiro, o Felipe, do Flamengo, e o Mancini, da Roma. Desses jogadores, algum deles tem chamado a sua atenção em especial e está no caminho para chegar à Seleção?

Parreira – Se você fosse convocar todos os jogadores que a imprensa e os torcedores demandam para a Seleção, você tinha de convocar 40 a cada convocação, pelo menos quatro bons jogadores para cada posição. Portanto, é muito tranquilo.

A imprensa de um modo geral e o torcedor às vezes vão muito pelas atuações do momento. Eu acho também que tem que ser o momento que define. Mas acho também que, para a Seleção Brasileira, vale muito, e sobretudo, a regularidade ao longo de um determinado período. Não basta jogar bem um jogo para ser convocado. É preciso ter jogado bem uma competição, duas competições e que exista, nas suas atuações, regularidade.

Esses jogadores todos mencionados são jogadores que nós conhecemos, acompanhamos e, quando houver necessidade e oportunidade, eles serão convocados.

Celio Gurgel Amorim (Natal – RN) - Você concorda que existem falhas na defesa brasileira? Onde começam essas falhas e o que dá pra fazer para impedi-las?

Parreira – Bom, o que ficou característico nos jogos é que o Brasil tomou um número de gols que, para equipes que eu dirijo, está acima daquilo que eu gostaria que tivesse tomado. Eu acho que equipes que eu dirijo têm que tomar uma média de pelo menos meio gol ou zero gol a cada três jogos, e nós tomamos uma média acima de um. E todos eles, na sua maioria, de jogadas aéreas. Então, nós temos que prestar atenção daqui pra frente. Noventa por cento dos gols que nós tomamos foram bolas alçadas na nossa área. Nós temos jogadores que são bons no cabeceio, que são o Lúcio, o Roque, o próprio Edmílson, que são jogadores altos. Nós temos que consertar esse tipo de coisa. Não marcar só a bola, marcar o homem dentro da área e evitar esses gols. Porque se nós evitarmos isso aí, vamos reduzir nosso índice de gol em praticamente 80%.

Vinicius Mazutti Ferreira (Resende-RJ) - Que riscos a Seleção Brasileira corre nas Eliminatórias Sul-Americanas, e quais seleções podem surpreender e ameaçar a classificação do Brasil para a Copa de 2006?

Parreira – Eu acho que os de sempre. A eliminatória nunca é fácil. Os adversários têm uma motivação muito especial para jogar e ganhar do Brasil. São jogos em que eles se preparam, cada um joga o jogo da vida, o melhor jogo, é o país contra a Seleção Brasileira, os pentacampeões do mundo. Nós temos sentido uma motivação excepcional, e a nossa resposta tem que ser jogar com a mesma intensidade, com a mesma vontade, com a mesma motivação porque, se nós conseguirmos equilibrar ou igualar essa motivação, com certeza a qualidade técnica vai fazer a diferença a nosso favor.

Eu acho que a Argentina é, na verdade, o grande adversário. O Paraguai é talvez um dos times mais experientes, um time que está formado há mais tempo. O Uruguai, que tem trazido jogadores que estão aqui na Europa, tem surpreendido. A Colômbia nesse ano está muito mal. O Chile pode crescer na competição. Então, eu acho que a briga vai ser boa até o final. E eu espero que o Brasil, diferente do que aconteceu nas últimas duas Eliminatórias, não chegue precisando de um resultado na última rodada. Esse é o nosso objetivo.

Pergunta - Por que a Seleção Brasileira costuma fazer amistosos contra equipes de menor tradição e não enfrenta as grandes potências do futebol mundial, como França, Itália, Alemanha e Argentina?

Parreira – Não é falta de vontade nossa, pelo contrário, é que a gente não consegue. Essas equipes estão sempre com o calendário tomado, lotado. Nós sempre mandamos convite. Nosso interesse é fazer jogos amistosos contra França, Alemanha, Portugal, Holanda, Itália. Nós queremos jogar sempre contra as melhores equipes. É que, na verdade, acaba não tendo data e você não consegue fechar os jogos. Eles já têm jogos marcados e você, para não perder a data, tem que aceitar jogar contra a Irlanda, que é uma segunda força do futebol europeu, não é primeira força. Mas é melhor jogar contra a Irlanda do que não fazer nenhum jogo.

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