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Atualizado às: 17 de fevereiro, 2004 - 00h27 GMT (21h27 Brasília)
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Suplicy diz que CPI é questão de coerência histórica do PT

Eduardo Suplicy
Suplicy diz que CPI é questão de coerência histórica do PT
O senador Eduardo Suplicy diz que o apoio a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os atos praticados pelo ex-assessor do governo Waldomiro Diniz é uma questão de coerência do Partido dos Trabalhadores com sua própria história.

"Inclusive o hoje ministro José Dirceu, quando deputado federal, tantas vezes ponderou a importância do Congresso Nacional em instalar CPIs sobre episódios que mereciam investigação", afirmou o senador.

Suplicy diz que ainda não decidiu se vai assinar o requerimento pedindo a CPI. Afirmou que vai defender a idéia numa reunião marcada para terça-feira de manhã com a bancada do PT no Senado e com o presidente do partido, José Genoino, mas que vai votar de acordo com a decisão da maioria.

Na sua avaliação, embora as denúncias contra Diniz sejam anteriores a sua participação no governo, a importância do cargo que ele ocupava exige a investigação de seus atos. Uma opção defendida por Suplicy é o comparecimento de Dirceu no Congresso para prestar esclarecimento.

"Se porventura se constatar algum procedimento indevido, se não ficar inteiramente esclarecido o episódio, pode-se pensar na realização da CPI", afirmou.

BBC Brasil - O senhor vai mesmo votar a favor da CPI para investigar a denúncia de corrupção contra o ex-assessor do governo Waldomiro Diniz?

Senador Eduardo Suplicy – Foi convocada uma reunião pela senadora líder do PT no Senado, Ideli Salvatti, para esta terça-feira às 8h30 da manhã, onde estarão presentes os membros da bancada. Vamos conversar sobre o procedimento. Eu conversei com o presidente José Genoino, com a senadora Ideli Salvatti e com inúmeros senadores. Alguns avaliam que devemos assinar o pedido de CPI, e outros avaliam que não. Eu vou para a reunião com a mente aberta, mas considero que seria coerente com a história do Partido dos Trabalhadores, inclusive do hoje ministro José Dirceu, quando deputado federal. Ele tantas vezes aqui ponderou a importância do Congresso Nacional instalar CPIs sobre episódios que mereciam a investigação do Congresso Nacional. No caso específico de Waldomiro Diniz, o episódio grave ocorrido e denunciado foi em 2002, antes de ele ser membro e ocupar cargo alto no governo do presidente Lula. Foi um episódio ocorrido quando ele era presidente da Loterj. O fato de ele ser secretário de Assuntos Parlamentares presentemente obviamente indica a necessidade de explicar se ele teve qualquer procedimento indevido nesta função. Uma hipótese seria o ministro José Dirceu comparecer ao Congresso Nacional para explicar a respeito de todo e qualquer procedimento de Waldomiro Diniz durante o tempo em que ele teve responsabilidade como secretário de Assuntos Parlamentares. E daí, se porventura se constatar algum procedimento indevido, se não ficar inteiramente esclarecido o episódio, pode-se pensar na realização da CPI.

BBC Brasil – Como o senhor mesmo disse, senador, o PT sempre apoiou essas CPIs e até criou muitas delas. Como o senhor se sente agora, com essa determinação da direção do partido de impedir que essa CPI seja formada?

Suplicy - O presidente José Genoino manifestou-se contrário, agora, à realização da CPI. Mas nós, senadores, vamos dialogar amanhã a respeito de qual procedimento deveremos adotar. Ainda não foi tomada a decisão.

BBC Brasil - O senhor acha que há outros senadores do PT favoráveis à CPI?

Suplicy - Há senadores que são favoráveis à realização da CPI.

BBC Brasil - O senhor fica de alguma forma decepcionado com a postura do PT de tentar bloquear essa CPI?

Suplicy - Eu quero ainda estar argumentando amanhã de manhã com a mentalidade aberta e considerando que pode ser perfeitamente legítima a realização de uma CPI.

BBC Brasil - A decisão do senhor vai ser tomada em conjunto com a maioria?

Suplicy - Eu vou levar em consideração o diálogo com todos os senadores. Normalmente nós temos uma ação de conjunto e de respeito à decisão da bancada e não sei ainda qual será o resultado da reunião que teremos amanhã.

BBC Brasil - O senhor acha que atitudes como essa, defendida pelo presidente José Genoino, tornam o PT mais parecido com os outros partidos?

Suplicy - O presidente José Genoino estará presente à nossa bancada e os argumentos serão colocados inclusive para ele sobre a importância de o PT estar aberto para a possibilidade de realização da CPI.

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