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Candidatos se retiram de eleições no Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quinhentos e cinquenta candidatos se retiraram das eleições parlamentares do Irã, marcadas para o dia 20 de fevereiro. A decisão aconteceu em protesto contra o fato de o Conselho dos Guardiões, um órgão conservador que define quem pode concorrer nas eleições do país, ter desqualificado 3.600 candidatos reformistas em janeiro. Segundo o correspondente da BBC em Teerã Jim Muir, agora há poucos candidatos reformistas na disputa, e o número de votantes nas eleições desta sexta-feira deve ser muito baixo. Uma pesquisa do governo prevê a presença de cerca de 30% dos votantes do país. Participação O maior partido pró-reforma no Irã, o Frente de Participação Islâmica, teve grande parte de seus líderes desqualificada e já havia anunciado que não participará das eleições. Segundo Muir, é incomum que um grande número de políticos retire suas candidaturas. Alguns analistas acreditam que nas grandes cidades, como a capital Teerã, menos de 10% da população aparecerá para votar. Na sexta-feira, o líder máximo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu que os iranianos participassem das eleições do país. Ele disse que a participação da maioria seria um "tapa na cara" dos inimigos. Os conservadores estão quase certos de que retomarão o controle da Assembléia iraniana, que eles haviam perdido para os reformistas, aliados do presidente Mohammad Khatami, após as eleições de 2000. Cerca de 46 milhões de iranianos podem votar nas eleições. |
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