BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 11 de fevereiro, 2004 - 23h54 GMT (21h54 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil, Colômbia e Peru se unem para controlar Amazônia

O Ministro da Defesa, José Viegas Filho
Para Viegas, a cooperação vai gerar um controle maior da Amazônia
O Brasil reiterou nesta quarta-feira sua vontade de colocar à disposição dos governos colombiano e peruano as informações geradas pelo Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).

De acordo com o ministro da Defesa, José Viegas Filho, há um grande interesse dos países vizinhos em compartilhar os dados do Sivam. Mas os três governos ainda precisam assinar acordos que definam os detalhes dessa futura parceria.

“Nós, brasileiros, peruanos e colombianos, temos a clara consciência de que será muito vantajoso compartilhar as informações do Sivam, que possibilitarão um controle conjugado do nosso espaço aéreo”, disse Viegas à BBC Brasil.

“Falta decidir as modalidades de cooperação, que tipo de velocidade, extensão e volume de informações seriam passadas de um lado a outro da fronteira”.

Segurança

Viegas participou de um encontro com os ministros da Defesa da Colômbia, Jorge Alberto Uribe Echavarría, e do Peru, Roberto Chiabra León, em Tabatinga (AM), onde foram assinados acordos de cooperação na área de segurança na fronteira.

“Foi a conclusão de um processo de vários anos de negociações”, afirmou Uribe Echavarría. “Colômbia, Peru e Brasil lutarão juntos contra todas as modalidades de crimes na região Amazônica.”

Segundo o ministro colombiano, Colômbia, Brasil e Peru não compartilham apenas linhas limítrofes mas, também, a convicção de que é importante proporcionar mais segurança à fronteira.

Narcotráfico

De acordo com ele, somente dessa maneira será possível garantir o desenvolvimento econômico e a tranqüilidade da população dos três países.

Uribe também manifestou o interesse de seu país no SIvam.

“Queremos compartilhar um projeto tão moderno e tão integral como é o Sivam brasileiro, que permite a eles ter um controle total sobre o espaço aéreo e fluvial da Amazônia”, assegurou Uribe.

“Esse é o princípio de um processo que nos levará à regionalização, ou, talvez, à universalização do combate contra o terrorismo e o narcotráfico”.

Intercâmbio

No encontro de Tabatinga, os governos do Brasil, da Colômbia e do Peru deram seguimento à determinação conjunta de fechar os 3.245 km de fronteira entre os três países à ação de terroristas, narcotraficantes, guerrilheiros e paramilitares.

Os documentos assinados pelos ministros da Defesa, para controlar as operações fluviais, deve formalizar o trabalho de integração política e militar que já vinha sendo realizado.

“Estamos construindo uma malha de entendimento que nos permite o melhor controle possível da nossa área de fronteira”, assinalou Viegas.

“Esses acordos abrem a possibilidade de realizarmos intercâmbios técnicos e de fazermos operações coordenadas, ou simultâneas, nos rios. Tudo isso será feito com o respeito à liberdade de navegação e às respectivas ordens jurídicas nacionais”.

Fronteira

Segundo Viegas, os três países contam com uma série de documentos assinados anteriormente, que permitem a troca de informações na área da segurança, com o objetivo de combater o tráfico de armas, explosivos, drogas e insumos químicos utilizados na elaboração da cocaína.

Uribe disse que os acordos de cooperação devem tornar o esforço dos três países em solucionar os crimes ocorridos na fronteira mais produtivo.

Ele explicou que não se trata de um aumento de presença militar. Mas, a decisão de estabeler um trabalho coordenado entre as autoridades dos três países.

De acordo com Uribe, muitas vezes os criminosos invadem a fronteira, impedindo a ação das autoridades do país onde o delito foi cometivo.

Farc

Com a determinação dos três governos esse tipo de investida deverá acabar.

Chiabra León lembrou que seu país já têm inúmeros acordos assinados com a Colômbia, permitindo que as autoridades possam atuar conjuntamente para combater os delitos ocorridos na fronteira.

“Agora estamos ampliando nosso trabalho com o Brasil. Isso deve dar mais fortaleça para nossa ação de controle na fronteira comum”, assinalou Chiabra.

“Dessa forma, o crime organizado perderá a liberdade para agir”.

O ministro peruano esclareceu que o serviço de inteligência de seu país não tem informações de que a guerrilha marxista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) esteja dando qualquer tipo de assistência ao Sendero Luminoso, como afirmaram alguns meios de comunicação.

Viegas também garantiu que não há informações sobre a presença de guerrilheiros colombianos no Brasil.

“Acredito que as Farc não têm nenhuma intenção de se aproximar do território brasileiro. Não tenho informação e não estimo que seja possível, ou provável, que isso ocorra”, afirmou, garantindo que há tranqülidade na fronteira.

“Se eles entrarem no Brasil, receberão uma resposta militar contundente”.

As autoridades dos três países também participaram de diversas reuniões, para definir linhas de ações conjuntas nas areas de biopirataria, contrabando de animais e de peixes.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade