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Governo paquistanês recomenda perdão para cientista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete do governo do Paquistão recomendou que o presidente Pervez Musharraf perdoe o cientista que confessou ter cedido segredos nucleares a outros países. Na quarta-feira, o doutor Abdul Qadeer Khan confessou em rede de televisão ter passado tecnologia nuclear para Irã, Líbia e Coréia do Norte. Ele assumiu responsabilidade total pelo envio de informações, causando ultraje em todo o país. Khan é, ou pelo menos era, considerado um herói nacional. Correspondentes dizem que um perdão presidencial evitaria a revelação de fatos embaraçosos que poderiam vir à tona em um julgamento público, mas pode gerar alegações de fraude. O correspondente da BBC Frank Gardner disse que a declarada ignorância do governo do Paquistão não tem credibilidade nem dentro do país. A decisão de perdoar ou não o cientista deve ser anunciada ainda nesta quinta-feira por Musharraf em uma entrevista coletiva à imprensa. O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA), Mohamed El-Baradei, descreveu a confissão de Khan como sendo apenas a “ponta do iceberg” do tráfico ilegal de tecnologia nuclear. Na quarta-feira a Casa Branca disse que a decisão do que fazer com o cientista caberia ao governo do Paquistão. |
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