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Segredo nuclear do Paquistão pode ter sido vendido | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O fundador do programa nuclear do Paquistão, Abdul Qadeer Khan, admitiu ter repassado segredos nucleares para grupos no Irã, na Líbia e na Coreia do Norte, segundo fontes do governo paquistanês. A informação foi passada por membros do governo a jornalistas do país. No entanto, as fontes não foram reveladas e políticos de oposição e colegas do cientistas mostraram ceticismo em relação à informação. De acordo com a mesma fonte anônima, a confissão de Khan e de outros quatro cientistas já foi enviada ao presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, que deve fazer um pronunciamento sobre o assunto ainda nesta semana. O cientista foi demitido na semana passada de seu posto como conselheiro do governo. Khan tinha o posto de conselheiro científico desde que se aposentou da direção da principal usina nuclear paquistanesa, em 2001. A investigação sobre a suposta venda ilegal de tecnologia começou há dois meses, depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) informou ao governo paquistanês que obteve os dados com a Líbia e com o Irã. Até agora, mais de 15 pessoas que trabalhavam próximas de Khan já foram interrogadas e cinco permanecem sob a custódia da polícia paquistanesa. A suspeita é que os cientistas tenham recebido propinas de milhões de dólares para transferir informações e tecnologia nuclear de forma ilegal. Abdul Qadeer Khan é um dos mais eminentes cientistas do Paquistão e foi apelidado de “pai da bomba” atômica por sua participação no programa nuclear do país. Sua família nega que ele esteja envolvido em qualquer ato ilegal e diz que o cientista está sendo usado para aplacar as pressões americanas sobre o governo paquistanês. |
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