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Sharon reafirma plano de evacuar assentamentos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que não hesitará em formar um novo governo se os partidos pró-assentamento de sua coligação tentarem impedir os planos do governo de evacuar 17 assentamentos judeus na Faixa de Gaza. A proposta de Sharon foi criticada por parceiros de sua coligação de direita e descrita por um dos ministros, Effi Eitam, como o "princípio do fim" do governo. Na segunda-feira, o primeiro-ministro ganhou a votação de uma moção de censura no Parlamento, pela margem de um voto, quando aliados de linha-dura se retiraram da sala. Sharon disse que vai procurar a aprovação e possível assistência financeira dos Estados Unidos para transferir mais de 7 mil colonos judeus de 17 assentamentos em Gaza para Israel, e de outros três assentamentos na Cisjordânia. Sem judeus em Gaza As declarações confirmaram as informações de uma entrevista concedida pelo primeiro-ministro ao jornal israelense Haaretz, em que Sharon afirmou que a intenção era transferir todos os assentamentos "problemáticos" de territórios palestinos. "Estou trabalhando com a suposição de que, no futuro, não haverá judeus na Faixa de Gaza", disse o premiê isralense ao jornal. Sharon não revelou datas para as mudanças e afirmou que primeiro buscaria a aprovação dos colonos. De acordo com o plano de paz apoiado pelo governo americano, Israel deveria remover todos os assentamentos dos territórios palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Sharon chegou a afirmar que cumpriria o acordo, mas as tentativas de transferir assentamentos, mesmo de territórios não ocupados, resultaram em tumultos e violência. |
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