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EUA revisam dados de inteligência sobre Iraque
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão revisando os dados de inteligência sobre o Iraque, que foram usados para justificar a ofensiva militar do ano passado contra o país. Na semana passada, David Kay, o ex-chefe do Grupo de Investigação do Iraque - que ficou encarregado de procurar por armas de destruição em massa no país - disse que, aparentemente, o Iraque não tem depósitos secretos de armas proibidas. A possível existência das armas de destruição em massa no Iraque foi a principal justificativa apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para lançar a ofensiva. "Nós queremos comparar a inteligência de antes da guerra com o que o Grupo de Investigação do Iraque comprovar em campo", disse McClellan, segundo a agência de notícias Reuters. Powell e Kerry McClellan confirmou que alguns dos dados de inteligência obtidos anteriormente à guerra já estão sendo revisados. Ele também salientou que é importante permitir que o grupo de investigação continue seu trabalho em campo no Iraque, descobrindo fatos que possam ser comparados aos dados de inteligência de antes da ofensiva. Neste fim de semana, o secretário de Estado, Colin Powell, reconheceu que o Iraque pode não ter tido em seu poder nenhuma arma de destruição em massa nos dias que antecederam a guerra. David Kay decidiu na semana passada anunciar seu afastamento do grupo de pesquisa, depois de nove meses de buscas mal-sucedidas no Iraque. No Senado americano, um líder do Partido Democrata, Tom Daschle, disse que é necessário fazer uma revisão completa das ações do governo no período de preparação para a guerra. John Kerry, o pré-candidato democrata à presidência americana que venceu a primeira prévia, na semana passada, acusou a Casa Branca de enganar o povo americano no tocante às armas em poder das autoridades iraquianas. McClellan, todavia, insiste que a decisão de ir à guerra contra Saddam Hussein foi a melhor para os Estados Unidos. "A decisão que fizemos foi a decisão certa, e o que sabemos hoje apenas reconfirma que essa foi a decisão certa", disse o porta-voz. |
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