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ONG rejeita justificativa dos EUA para guerra no Iraque
A organização não-governamental Human Rights Watch, baseada em Nova York, afirmou em relatório publicado nesta segunda-feira que os Estados Unidos não podem justificar a invasão do Iraque como uma intervenção humanitária para acabar com um regime tirânico. De acordo com o relatório anual da ONG sobre direitos humanos e conflitos armados, mesmo que o ex-líder iraquiano Saddam Hussein tenha em seus registros um grande número de atrocidades no passado e de freqüentes brutalidades, uma ação militar contra um estado soberano só pode ser justificada como uma intervenção humanitária caso haja, no presente, genocídio ou ameaça à vida de pessoas. A Human Rights Watch afirma também que a administração de Bush usou a "guerra contra o terror" e as ameaças à segurança nacional para que as ações do governo americano fossem colocadas acima de qualquer lei. A ONG atribuiu a atual situação do Afeganistão, onde os direitos humanos estão se deteriorando, ao uso pelos americanos de forças militares para tentar combater a Al-Qaeda e o Talebã. Outras preocupações O conflito entre russos e chechenos também é citado no relatório, que diz que as autoridades russas justificam a guerra na Chechênia como sua contribuição na "guerra contra o terror", enquanto europeus e outros governos ignoram os abusos aos direitos humanos na região. O relatório também elogiou o compromisso de líderes africanos em tentar parar guerras e abusos regionais por meio de organizações como a União Africana. O relatório foi publicado depois que David Kay, ex-inspetor de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), disse que a CIA, a central de inteligência americana, devia uma explicação a Bush devido aos alertas sobre a presença de armas de destruição em massa no Iraque. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, também está sob pressão, à espera dos resultados do inquérito sobre a morte do cientista britânico David Kelly. O relatório, que deve ser divulgado nesta quarta-feira, também deve dar um parecer sobre as acusações de que as informações sobre as armas no Iraque foram exageradas por Blair e seus assessores para justificar a guerra. |
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