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O estado da desunião
Terça-feira, 20 de janeiro, dia de São Sebastião, foi também, acima da linha do Equador, dia em que o presidente George W. Bush apresentou o derradeiro discurso de seu atual mandato, o qual leva o tradicional nome de Estado da União, onde, supostamente, o líder da nação presta contas do que fez, do que pretende fazer e a quantas o país anda. A fala, ocorrida em meio à disparada da corrida eleitoral de 2004, foi recebida como todos os pronunciamentos de chefe de estado norte-americano: muitas bandeiras acenadas por seus partidários e, também, adversários. Não vi pela televisão sequer trechos. Não conseguiria depois de ler a primeira página do jornal britânico The Independent – dos cinco grandes o que menos vende: por volta dos 300 mil exemplares – e também o mais de esquerda de todos, além de o paginado com mais imaginação e aquilo que poderíamos chamar de "bossa" em sua concepção visual. O The Independent fez o seguinte no dia do discurso bushista: dedicou toda sua primeira página a números que correspondem, segundo a manchete, ao "verdadeiro estado da União". Uma leitura imprescindível não só pela sua originalidade. Confiram no arquivo do sítio www.independent.co.uk. Números Em todo caso, dou um pequeno resumo daquilo que não fez parte do discurso nem ganhou palmas, nem é do conhecimento de, calculo, mais de 0,5% dos americanos:
Esta corresponde apenas a uma de oito colunas com dados concretos. Assim se faz a união de um estado. |
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