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Atualizado às: 23 de janeiro, 2004 - 07h53 GMT (05h53 Brasília)
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Democratas evitam ataques em debate antes de primária

Debate dos pré-candidatos democratas
Tratamento cordial foi a marca no debate dos democratas

Os sete pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos participaram de um debate transmitido pela televisão na noite de sexta-feira.

O debate foi o último antes de os eleitores de New Hampshire irem às urnas na próxima terça-feira para votar na primária estadual, mais uma etapa para a nomeação do candidato democrata.

Durante o debate, os candidatos evitaram os ataques uns aos outros que apareceram muito nos encontros anteriores e nas propagandas de televisão.

Os candidatos se concentraram em apresentar algumas propostas, criticar o governo de George W. Bush e discutir questões de segurança nacional, a guerra no Iraque e a economia americana.

Sem ataques

O senador Joe Lieberman resistiu com força a duas tentativas do jornalista Peter Jennings de fazê-lo criticar seus adversários.

"O senhor acredita que as visões dos adversários do senhor em questões morais (como casamento de homossexuais e aborto) permitem que eles enfrentem um candidato republicano", perguntou Jennings a Lieberman, o candidato apontado pelos analistas como o mais conservador nestes assuntos.

Lieberman deu uma resposta geral sobre a visão democrata, mas não citou nenhum dos outros candidatos, o que fez o jornalista Peter Jennings insistir na pergunta.

"Boa tentativa, Peter, mas não vou atacar ninguém. Não é isso que os Estados Unidos estão querendo", disse Lieberman, arrancando risos e aplausos de uma platéia que se manifestou diversas vezes durante o encontro.

Também participaram o ex-general Wesley Clarck, o ex-governador Howard Dean, o senador John Edwards, o senador John Kerry, o deputado Dennis Kucinich e o reverendo Al Sharpton.

Tom

A resposta de Lieberman traduziu o tom geral do debate no qual muitos candidatos citaram semelhanças entre suas propostas e as de seus adversários e se trataram muito cordialmente.

Analistas dizem que uma das principais lições do cáucus de Iowa neste ano – vencido pelo senador John Kerry - foi a de que o povo americano não gostou de ver ataques entre os candidatos e responde melhor a campanhas com atitude positiva e otimista.

"Não concordo com as posições de nenhum candidato aqui, mas no cáucus de Iowa indiquei aos meus partidários que apoiassem Edwards onde minha candidatura não fosse viável porque somos amigos", disse Dennis Kucinich ao responder à pergunta de um jornalista.

"E tanto Edwards quanto eu queríamos o (ganhar) maior número possível de delegados (escolhidos no cáucus para a convenção estadual)", concluiu.

Dean

O ex-governador de Vermont, Howard Dean, foi questionado pelo seu discurso ao fim do cáucus de Iowa, considerado por analistas exageradamente animado para quem tinha acabado de ficar em um inesperado terceiro lugar.

No meio do discurso, Dean soltou um grito descrito por diversos jornalistas como "primal" e que fez a festa de humoristas da TV americana.

Explicando o discurso, Dean disse que estava falando para "3,5 mil garotos que vieram de todo o país para ajudar" e que "precisava apresentar alguma coisa que animasse aquela gente."

Mas também teve de comentar a frase que havia dito no dia anterior – quando também tentava explicar o grito de Iowa – na qual havia dito ser "uma pessoa que age mais com o coração do que com a cabeça".

Dean disse que, como presidente, teria toda a racionalidade necessária para tomar as melhores atitudes, mas que sentiria os problemas com o coração.

Guerra

A guerra no Iraque também foi um tema muito discutido no debate. O senador Joe Lieberman foi o único a defender a guerra iniciada pelo presidente George W. Bush.

Lieberman disse discordar do modo como o presidente está conduzindo a crise, mas afirmou mais de uma vez que "o mundo e os Estados Unidos estão mais seguros com Saddam Hussein na prisão, e não no poder."

No extremo oposto, estavam Howard Dean, Al Sharpton e Dennis Kucinich, que se apresentaram como opositores da guerra desde o seu início.

Mas os senadores John Edwards e John Kerry tiveram de explicar porque, tendo posições contrárias à guerra, votaram autorizando o presidente Bush a declará-la.

Os dois candidatos se disseram enganados pelo presidente e o acusaram de não ter sido eficiente em sua condução da diplomacia para evitar que se chegasse ao extremo da guerra.

Kerry também chamou a atenção várias vezes para seu passado como combatente na guerra do Vietnã.

O general Wesley Clark foi questionado sobre declarações contraditórias que teria feito a respeito da guerra e por sua curta história no Partido Democrata.

"Eu sou pelo casamento de homossexuais, pela escolha, pelo direito ao aborto e pelo multilateralismo. Eu teria de ser um democrata ou um republicano muito solitário", afirmou.

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