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Atualizado às: 22 de janeiro, 2004 - 18h40 GMT (16h40 Brasília)
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Franca ou discreta? Conheça as candidatas a primeira-dama nos EUA

A candidata a primeira-dama Teresa Heinz Kerry
O casal Kerry: a esposa do candidato acrescenta um toque humano à campanha

Quando o senador John Kerry emergiu como o mais forte candidato democrata na disputa pela presidência dos Estados Unidos, ele fez uma declaração de amor à esposa.

A imprensa também adora Teresa. A espalhafatosa multimilionária, herdeira do império de alimentos Heinz, encantou os comentaristas, mas deixou os organizadores da campanha nervosos.

"Franca" é o adjetivo mais usado para descrever Teresa, de 65 anos.

Ela falou com franqueza sobre o uso de botox e sobre contratos financeiros antes do casamento, além de dizer que "aleijaria" qualquer marido que fosse infiel, acrescentando, no entanto, que tinha uma queda por garotões de 18 anos.

Em novembro, ela descreveu os debates do Partido Democrata como um "tolo desperdício de tempo".

Atenções

Mas Teresa, assim como as outras candidatas a primeira-dama, sabe que as atenções vão se voltar para ela à medida em que a campanha esquentar.

"A primeira-dama oferece um contexto dentro do qual você pode avaliar o presidente", disse Lewis Gould, que está editando uma série de livros sobre primeiras-damas modernas.

Todas as esposas dos candidatos democratas, à exceção da mulher de Howard Dean, Judith Steinberg, passaram bastante tempo na campanha, mostrando aos eleitores que apóiam seus homens.

E, se a franqueza da senhora Kerry causa polêmica, o silêncio também traz problemas.

Steinberg provocou a ira de muitos por evitar a campanha. Sua dedicação à profissão (ela é médica) gerou críticas de que ela está "rompendo a tradição".

Muitos, no entanto, dizem que ela é um modelo de mulher que equilibra a carreira e as crianças. As feministas a aplaudem por sua recusa a se tornar um complemento do marido.

Alguns analistas, por outro lado, dizem que a ausência de Steinberg pode prejudicar o desempenho do marido.

"Os americanos querem que suas primeiras-damas tenham uma vida independente, mas também acreditam que as eleições são a coisa mais importante que acontece na nação a cada quatro anos. A família do candidato deve estar ansiosa para participar", disse Gould.

Outros analistas dizem que há espaço para ambição e independência no papel da primeira-dama.

Não existe um moldelo rígido de como deve ser uma primeira-dama, diz Myra Gutin, autora de livros sobre o assunto.

"Desde Eleanor Roosevelt, a primeira-dama mais ativa que tivemos foi Hillary Clinton. Agora temos Laura Bush, que é uma das menos ativas."

Muitos acreditam que as atividades de Hillary Clinton tiveram um efeito negativo sobre ela.

"Mas Hillary não foi impopular entre muitos americanos por ser ativa e, sim, porque ultrapassou a linha e foi ativa na política", argumenta Gutin.

"Uma mulher pode ser ativa em questões que são mais tradicionalmente associadas às mulheres. Por exemplo, LadyBird Johnson se interessava por meio ambiente e Roslyn Carter por saúde mental."

Em uma entrevista recente, Teresa Heinz Kerry criticou pessoas que perguntaram a ela que modelo de primeira-dama ela gostaria de seguir se seu marido fosse vitorioso.

"Vou ser eu mesma", disse.

Gutin diz que o papel da primeira-dama não deve tolher a mulher. "Uma mulher naquela posição deve fazer com o posto o que quiser."

"Laura Bush tem interesses específicos em educação e literatura, mas não promoveu essas atividades tanto quanto poderia".

Para ela, a senhora Kerry é o tipo de pessoa que "subiria ao pódio para fazer muitos bons serviços", conclui.

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