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Sociólogo argentino critica 'ineficiência' do fórum
Os participantes do Fórum Social Mundial de Mumbai (Índia) discutiram medidas urgentes para reformar a ONU, o FMI, a ordem internacional e, por que não, o próprio fórum. Nesta terça-feira, último dia de debates do evento, os principais envolvidos na organização do evento já começaram a planejar a edição do ano que vem, que voltará a ser realizada em Porto Alegre (RS). Muita gente reclamou que falta ao fórum poder apresentar algum resultado mais concreto, como um plano de ação para levar em frente campanhas que encampem os objetivos do fórum. "Precisamos ser mais eficientes", afirmou o sociólogo argentino Roberto Savio, pedindo desculpas por utilizar uma palavra "capitalista". "Temos que criar alternativas e apresentar propostas, e também trabalhar mais na comunicação de nossas mensagens." Sem partido Já o italiano Vittorio Agnoletto, membro do comitê internacional do fórum, defendeu que o grupo escolha algumas poucas prioridades e trabalhe na organização prática de campanhas em todo o mundo. Savio chegou a defender a criação de um "mecanismo" para efetuar essas tarefas, mas negou que estivesse falando em uma organização formal. Os organizadores do fórum fazem questão de ressaltar que o movimento é uma iniciativa da sociedade civil e defendem a opção de abrir espaço para o maior número possível de participantes, sem tentar forçar a confecção de um acordo. "Não somos um partido, que é quem tem que ter um plano de ação", disse o diretor do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Socio-Econômicas) Candido Grzybowsky, um dos fundadores do fórum. "De qualquer forma, já estamos tendo um resultado político, influenciando a agenda de Davos e outros lugares." Grzybowsky não nega, porém, que existam pontos a serem corrigidos nos próximos fórums. "O modelo não está esgotado, mas tem que se aprofundar", concordou o sociólogo Boaventura Sousa Santos, da Universidade de Coimbra, de Portugal, que foi uma das estrelas do evento de Mumbai. |
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