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Stiglitz vê oportunidade no Iraque e elogia Argentina
O economista Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel da Economia de 2001, disse nesta quarta-feira em Mumbai, na Índia, que o Iraque proporciona uma oportunidade para reavaliar as dívidas de muitos países pobres. Para ele, o fato de o governo dos Estados Unidos já ter pedido que credores perdoem a dívida iraquiana abre uma janela que deve ser aproveitada para criar uma nova forma de lidar com o que chamou de “dívidas odiosas”. “Nao é justo que uma democracia tenha que pagar pelas dívidas contraídas por uma tirania”, afirmou o ex-economista-chefe do Banco Mundial durante visita ao Fórum Social Mundial, que está sendo realizado em Mumbai. Ainda em relação ao tema da dívida externa, Stiglitz elogiou a estratégia que vem sendo seguida pelo governo da Argentina, que está tentando convencer seus credores a abater uma boa parcela do que o pais. Correção “A idéia do governo argentino é reestruturar a dívida agora para crescer no futuro”, disse Stiglitz. “Esta me parece a maneira correta de agir.” Em sua passagem pelo fórum de Mumbai, onde é uma das principais estrelas, Stiglitz defendeu posições que nem sempre contam com a simpatia da maioria dos presentes. Ele disse, por exemplo, que o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio deveriam ser reformados, a fim de se tornarem instrumentos mais efetivos para promover o desenvolvimento dos países pobres. Stiglitz mais uma vez citou a America Latina como um exemplo de uma região onde o receituário destas instituições nao só não promoveu a redistribuição de renda como também não entregou o crescimento economico prometido. E ele tambem disse que o fracasso da mais recente reunião ministerial da OMC, em Cancun, no ano passado, foi uma “vitória da democracia”, pois não estavam sendo tratados os temas mais caros aos países em desenvolvimento. Esse tipo de argumentação fez do economista da Universidade de Columbia persona non grata em Washington, mas não foi totalmente de encontro ao que deseja boa parte dos presentes ao fórum mundial. “Achei que ele não disse nada de novo”, afirmou a economista Laura Tavares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que tambem está em Mumbai. Ela vê problemas na argumentacao de Stiglitz por se basear na busca de soluções dentro do próprio sistema capitalista vigente, ao invés de pregar a sua substituição por um outro modelo. |
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