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Piloto da American é condenado a multa por desacato
O americano Dale Robbin Hersh, piloto da American Airlines, foi condenado a multa de R$ 36 mil por desacato à autoridade quando fez um gesto obsceno para a foto de identificação dos cidadãos americanos na Polícia Federal, no aeroporto de Cumbica. O caso foi julgado no Fórum Federal de Guarulhos, para onde ele foi levado no meio da tarde, depois de ficar detido até 16h50 na sala da Polícia Federal no aeroporto. A multa deverá ser paga ao Asilo São Vicente de Paulo, de Guarulhos. Se ele fosse condenado a prisão, a pena poderia variar de seis meses a dois anos. Hersh foi liberado pela Justiça, mas ainda não pode voltar para casa. Seu passaporte só será devolvido na quinta-feira, depois da compensação do cheque. O pagamento foi feito pela American Airlines, que aceitou a proposta pelo telefone. Gesto obsceno Hersh era o piloto do vôo 907, que chegou a São Paulo na manhã desta quarta-feira, procedente de Miami. Ao tirar a foto, ele segurou o papel com o número de identificação com o dedo médio apontado para cima. “Um gesto conhecido internacionalmente como obsceno”, afirmou o superintendente da PF, Francisco Baltazar da Silva. O agente da PF que atendeu Hersh o deteve por desacato à autoridade, um crime previsto pela lei brasileira. Além do gesto para a câmera, o superintendente da PF disse que Hersh fez piadas e tratou ''de maneira jocosa'' o procedimento de identificação adotado pelos agentes. Os outros 10 tripulantes da American Airlines, que também tiveram um comportamento desrespeitoso tiveram a entrada no país negada. Eles passaram o dia na sala vip da American Airlines no aeroporto, que vinha em área neutra, antes da verificação de passaportes, e voltariam para os Estados Unidos no vôo desta quarta-feira à noite para o país. A empresa divulgou uma nota se desculpando pelo ocorrido e dizendo que os tripulantes não pretendiam ofender o governo brasileiro. Hersh não quis dar entrevista. De acordo com o superintendente da PF, ele estava assustado com o rumo tomado pelo caso. Nesta quarta-feira, a Polícia Federal deveria ter começado o processo de identificação digital dos passageiros, com um equipamento semelhante ao utilizado nos aeroportos americanos. Atualmente, os passageiros americanos têm que sujar o polegar na tinta para terem suas digitais impressas e precisam segurar um papel com um número de identificação ao posar para a foto. |
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