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Delegação dos EUA visita usina norte-coreana
Uma delegação dos Estados Unidos revelou neste sábado que visitou o complexo nuclear de Yongbyon, na Coréia do Norte - o centro de uma polêmica envolvendo os dois países. As autoridades em Washington acreditam que a instalação está sendo usada para desenvolver material para armas nucleares. O grupo dos Estados Unidos, que não representa uma missão oficial do país, é o primeiro formado por estrangeiros a visitar o complexo em mais de um ano. "Nós fomos a Yongbyon", disse John Lewis, professor emérito da Universidade americana de Stanford, sem dar maiores detalhes. Visitas e encontros Lewis fez a declaração em Pequim, ao retornar da viagem à Coréia do Norte, e confirmou que a delegação havia sido autorizada a visitar todos os locais que pediram para ver. "O que vimos na Coréia do Norte teve relação com várias questões, não apenas a questão nuclear", disse o professor. Os americanos tiveram encontros com militares, cientistas e políticos norte-coreanos durante a viagem. Um outro membro da delegação disse que as autoridades em Washington serão informadas sobre o que o grupo viu na Coréia do Norte. "Sinto uma profunda obrigação de informar as autoridades americanas sobre a nossa viagem, o que vimos e o que aprendemos", disse o cientista Sig Hecker, que dirigiu o laboratório nuclear americano de Los Alamos de 1985 a 1997. Plutônio O complexo de Yongbyon deixou de operar de 1994, quando um tratado estabeleceu que os norte-coreanos iriam abandonar seus projetos nucleares para, em troca, obter petróleo dos Estados Unidos e outros países para suprir o país. Todavia, depois que os americanos afirmaram em 2002 que o país admitiu ter um programa nuclear secreto, o envio de petróleo foi cortado. E uma das respostas norte-coreanas foi a reativação da usina. O país anunciou posteriormente que produziu plutônio por meio do reaproveitamento de 8 mil varetas de combustível nuclear, em um trabalho que se acredita que tenha sido feito na usina de Yongbyon. O material poderia ser usado para a fabricação de bombas atômicas. Em janeiro de 2003, Pyongyang anunciou que estava se retirando do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, acusando os Estados Unidos de estarem ameaçando o país. Contudo, neste ano, as autoridades norte-coreanas voltaram a oferecer a suspensão de seu programa nuclear. |
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