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Irã enterra 15 mil mortos em terremoto
O ministro do Interior do Irã, Abdolvahed Mousavi Lari, disse que cerca de 15 mil corpos resgatados dos escombros da cidade de Bam, no sudeste do país, já foram enterrados e que o número de mortos deve passar de 20 mil. A maioria dos mortos está sendo enterrada em valas comuns. As autoridades que coordenam as buscas por vítimas do terremoto que atingiu a cidade na sexta-feira disseram não precisar de mais voluntários e sim de remédios e equipamentos para tratar as milhares de vítimas e para resgatar corpos soterrados. O ministro da Saúde do Irã, Ahmed Pezeshkian, afirmou que as autoridades do país estão tendo dificuldades em coordenar as diversas equipes estrangeiras que chegaram a Bam e que já há voluntários locais em número suficiente. A prioridade, agora que as esperanças de se encontrarem sobreviventes são menores, é prestar assistência aos feridos e desabrigados em meio a temperaturas abaixo de zero. Enquanto os feridos precisam de remédios, aparelhos de raios-X e ventiladores, por exemplo, a população desabrigada necessita de comida, água potável e cobertores. Integrantes de equipes de resgate dizem precisar também de sacos para os corpos que estão encontrados sob os escombros e também de escavadeiras. Apesar de não haver esperança de se encontrar um grande número de sobreviventes neste domingo, as equipes que trabalham na busca por vítimas soterradas encontraram 150 sobreviventes sob os escombros no sábado, incluindo um bebê de menos de um ano de idade. O pessimismo das equipes é explicado pelo material usado na construção das casas. Feitos de argila, os tijolos se desmancham com facilidade, transformando-se em pó e areia que, por ocuparem espaços vazios com facilidade, dificultam a formação de bolsões de ar embaixo dos escombros. |
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