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Irã descarta ajuda de Israel após terremoto Segundo a agência de notícias oficial iraniana, o Irã – alvo de um terremoto devastador – aceitará a ajuda de todos os países, com exceção de Israel. Neste sábado, enquanto equipes internacionais começavam a chegar ao Irã para prestar assistência aos feridos e ajudar no resgate das vítimas, o presidente Mohammad Khatami voltou a afirmar que o país não tem condições de enfrentar sozinho o desastre. O terremoto atingiu a cidade histórica de Bam nas primeiras horas da sexta-feira, matando, pelo menos, 25 mil pessoas, segundo o governo da província de Kernan, que fica no sudeste do país. Cinco mil mortes foram confirmadas até agora pela Cruz Vermelha. Muitas vítimas continuam soterradas. Cerca de 70% das casas da cidade foram destruídas e milhares de pessoas estão feridas, muitas em estado grave. O governo iraniano disse necessitar, especificamente, de cães farejadores para ajudar na busca por sobreviventes sob os escombros e também de remédios e cobertores. Apesar de ter excluído Israel, o Irã, que segundo o governo americano faz parte do chamado "Eixo do Mal", não descartou a ajuda dos Estados Unidos. A lista com os países do "Eixo do Mal" foi divulgada pelo presidente americano George W. Bush em 2002 e incluía também o Iraque e a Coréia do Norte. As relações entre o Irã e Israel, historicamente complicadas, tiveram novos momentos de tensão nas últimas semanas. No dia 22 de dezembro, por exemplo, o presidente iraniano, Mohammad Khatami, disse que Israel estaria cometendo um erro se tentasse destruir as instalações nucleares do país. A declaração foi uma reação aos comentários feitos na semana anterior pelo ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz. Em uma entrevista, Mofaz havia sugerido que Israel tinha planos para destruir as instalações nucleares do Irã. |
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