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Captura de Saddam dá esperança a Bush e Blair
Durante meses, os Estados Unidos estiveram muito menos divididos do que outros países sobre a decisão de realizar a guerra no Iraque. A velha tradição de aceitar a palavra do presidente ajudou o governo Bush enormemente quando o conflito se aproximava. A opinião na maioria dos países europeus, em contraposição, foi profundamente hostil à guerra; e nenhum outro evento internacional dividiu a população britânica tão profundamente quanto essa guerra. Ex-generais criticavam a decisão de se invadir o Iraque tanto quanto manifestantes pacifistas. Ameaça real? No Oriente Médio, havia uma fúria amarga e uma sensação de impotência na medida em que o conflito se aproximava. Um forte crença na causa foi o que levou George W. Bush e Tony Blair adiante. Tanto em particular quanto em público, nenhum deles parecia duvidar de que Saddam Hussein pudesse mesmo lançar ataques devastadores contra seus inimigos com armas de destruição em massa. Depois, as atenções se concentraram no processo de se convencer as opiniões pública e política: será que os governos americano e britânico foram francos e sinceros sobre o teor da ameaça supostamente oferecida pelo Iraque de Saddam Hussein? Moral baixa Um influente politico americano depois disse que, em uma reunião de cúpula, foi deixado com a impressão de que Saddam iria atacar a Costa Leste americana; e, na Grã-Bretanha, houve uma grande polêmica sobre uma afirmação do governo de que as armas de destruição em massa poderiam ser acionadas em 45 minutos. Entretanto, uma vez iniciada a invasão, a opinião pública mudou radicalmente e passou a dar apoio às forças britânicas na tarefa que tinham pela frente. Essa tarefa nunca foi especialmente difícil. A Força Aérea iraquiana deixou de existir e a maioria dos soldados do país simplesmente buscaram a maneira mais segura para se renderem. Até mesmo as unidades especiais estacionadas diante das linhas de frente das tropas, com ordens para atirar em qualquer desertor, estavam igualmente ansiosas por se entregarem. Invasão Apesar de figuras de alto escalão do governo Bush terem dito que os iraquianos iriam enxergar os soldados da coalizão como libertadores, isso só foi verdade durante um tempo. Muitos dos iraquianos estavam com medo que os americanos deixassem Saddam sobreviver, como fizeram depois da Guerra do Golfo, ou realmente desprezavam a presença de soldados ocidentais em território iraquiano. O novo sistema de se permitir repórteres infiltrados nas tropas deu ao mundo a oportunidade de espiar uma campanha militar que foi brilhantemente planjeada e executada, mas também deu a impressão de que havia mais resistência ao avanço das forças americanas e britânicas do que realmente ocorreu. E apesar de a invasão ter sido ligeira, ela com certeza não foi “limpa”. Resistência iraquiana Milhares de soldados iraquianos foram abatidos antes que pudessem se render, enquanto organizações de defesa dos direitos humanos acusaram os americanos de matar civis desnecessariamente. Órgãos de imprensa lembraram a invasão como aquela em que mais jornalistas morreram em um menor espaço de tempo: 20 ao todo. Dos que morreram em combate, a maioria era de americanos. Depois do fim da guerra, começou a verdadeira resistência. Um dos maiores advogados da guerra, o vice-secretário de defesa Paul Wolfowitz teve sorte de escapar vivo em Bagdá, e o administrador do Iraque, Paul Bremer, sobreviveu a uma emboscada. Esperança À medida que os meses se passaram, mais soldados americanos morreram do que durante a guerra propriamente dita, embora os britânicos conseguiram atingir uma situação mais estável em sua área. A situação piorava cada vez mais para os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, especialmente porque não há evidência das armas de destruição em massa de Saddam Hussein. Então, duas semanas antes do Natal, o próprio Saddam foi localizado em uma soberba obra de investigação e se rendeu humildemente. Isso mudou todo o caráter da estratégia americana e britânica, e deu aos conturbados George W.Bush e Tony Blair esperanças reais de que eles estariam virando o jogo. Com o inquérito Hutton prestes a ser concluído no ano novo na Grã Bretanha, entretanto, e uma campanha eleitoral potencialmente difícil para Bush, os problemas criados com a invasão do Iraque se recusam a ir embora. |
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