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Acusado por cerco a Sarajevo é condenado a 20 anos de prisão
Um general servo-bósnio foi condenado a 20 anos de prisão por seu papel no cerco à capital bósnia, Sarajevo. Milhares de civis morreram durante o cerco. O general Stanislav Galic é o primeiro suspeito julgado exclusivamente em conexão com o cerco de três anos que terminou em 1995. Galic foi condenado por comandar as forças que aterrorizaram a população de Sarajevo com ataques de morteiros e de franco-atiradores. Além disso, foi considerado culpado de matar e infligir terror contra civis, na primeira condenação desse tipo de crime por esse tribunal. Impassível O general se mostrou impassível ao ouvir a sentença, e limitou-se, ao final, a cumprimentar seus advogados com um aperto de mão. A promotoria havia pedido pena de prisão perpétua. O tribunal mencionou dezenas de ataques a moradores de Sarajevo durante o cerco como prova de que os civis eram alvo deliberado. Muita gente foi morta ou ficou ferida quando saía para fazer compras, comparecia a funerais ou estava dentro de sua casa. Os casos citados incluíam um massacre em um mercado em 1994, em que mais de 65 pessoas morreram. O evento chocou a opinião pública internacional. Quase 12 mil pessoas – mais de mil delas, crianças – morreram durante o cerco a Sarajevo, considerado por grupos de defesa dos direitos humanos o pior feito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. |
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