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Militares bósnios muçulmanos são julgados em Haia
O Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia, em Haia, na Holanda, começa a julgar nesta terça-feira dois ex-comandantes bósnios muçulmanos acusados de crimes de guerra. Essa é a primeira vez que autoridades bósnias muçulmanas de alto escalão do antigo Exército iugoslavo comparecem ao tribunal. Enver Hadzihasanovic e Amir Kubura são acusados de envolvimento no assassinato de pelo menos 200 civis bósnios croatas e sérvios no centro da Bósnia-Herzegóvina em 1993. Os procuradores dizem que os dois ex-comandantes foram responsáveis por crimes cometidos por seus subordinados, que mataram civis e soldados croatas rendidos durante ataques a cidades e vilarejos da região. Guerrilheiros A acusação afirma ainda que as forças bósnias muçulmanas incluíam guerrilheiros estrangeiros, principalmente de países islâmicos, que queriam promover uma guerra santa na Bósnia. Os sérvios afirmam que o Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia é um palco político movido a preconceitos anti-sérvios. Observadores dizem que colocar mais funcionários bósnios muçulmanos de alto escalão no banco dos réus não ajuda a mudar esse sentimento. O mais alto militar bósnio muçulmanoque julgado por envolvimento em atos criminosos durante o conflito bósnio foi Alija Izetbegovic, que morreu em outubro. Os líderes bósnios sérvios Radovan Karadzic e Ratko Mladic também foram indiciados pelo Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia, mas permanecem foragidos. Além disso, o ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic está sendo julgado por crimes de guerra na Bósnia e entre outros lugares. |
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