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Iraquianos querem promessa de fim da ocupação no papel
O Conselho Provisório do Iraque pediu que a ONU aprove uma resolução estabelecendo o fim da ocupação americana do país em junho do ano que vem. O pedido veio junto com a apresentação, três semanas antes do previsto, de um cronograma de transferência do poder da coalizão liderada pelos Estados Unidos aos iraquianos. Em uma carta à ONU, o presidente do Conselho, Jalal Talabani, diz que o órgão elegerá uma assembléia legislativa provisória até 31 de março de 2004. Essa assembléia, por sua vez, elegeria um governo de transição em junho de 2004 quando, diz a carta, "a Autoridade Interina da Coalizão deverá ser dissolvida e a ocupação, terminar. A proposta de uma nova Constituição seria apresentada em março de 2005 e submetida aos iraquianos em seguida, abrindo caminho para a realização de eleições livres até dezembro daquele ano. A carta confirma os prazos acertados entre autoridades americanas e britânicas e o Conselho e pede que as datas sejam endossadas por uma resolução da ONU. Divergências na ONU Embora a necessidade de uma resolução seja consensual, há relatos de divergências entre os membros do Conselho de Segurança em relação ao que o texto deverá prever. Diplomatas americanos e britânicos prefeririam uma mera publicação dos prazos, enquanto França, Rússia e Alemanha (que não tem cadeira permanente no Conselho) defenderiam um texto que previsse, além do cronograma, uma maior participação da ONU no processo de transição política. Além disso, esses três países pedem que a resolução estimule a inclusão de toda a sociedade iraquiana, inclusive dos nacionalistas e dos membros do Partido Baath, antes ligado a Saddam Hussein. Embora os 25 membros do Conselho tenham sido indicados por Washington, na carta enviada à ONU, Jalal Talabani – que é líder da União Patriótica do Curdistão – diz que o Iraque pós-ocupação será "um sistema federal e democrático que vai respeitar a identidade islâmica da maioria do povo iraquiano e, ao mesmo tempo, assegurar os direitos das religiões e das seitas". Talabani também pediu ao secretário-geral Kofi Anna que nomeie um substituto para o seu ex-representante especial no país Sérgio Vieira de Mello, morto em agosto em um atentado à sede da organização. O grande número de ataques sofridos por soldados americanos nas últimas semanas tem levado Washington a tentar acelerar o processo de transição de poder. Nesta segunda-feira, o presidente George W. Bush encontrou-se com as famílias de 26 soldados mortos no Iraque. |
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