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Conselho pede entrega do poder aos iraquianos
O chefe do Conselho de Governo Interino do Iraque, apontado pelos Estados Unidos, disse que é preciso instalar um governo provisório no país o mais rápido possível. Jalal Talabani, que ocupa a presidência rotativa do conselho, disse que é ''sensato e necessário'' instaurar um governo provisório antes da elaboração de uma nova constituição. A afirmação de Talabani ocorre no momento em que os Estados Unidos estariam reavaliando o futuro político do Iraque. O chefe da administração civil americana no país, Paul Bremer, participou de uma reunião de última hora na Casa Branca, em Washington, para discutir a situação no país. Urgência O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, afirmou que o fato de Bremer ter viajado para os Estados Unidos tão rapidamente, inclusive cancelando uma reunião com o primeiro-ministro da Polônia, Leszek Miller, sugere que o governo está tomando decisões urgentes sobre o Iraque. Autoridades negaram que o Conselho iraquiano será abandonado, mas reconheceram que é preciso encontrar uma forma de acelerar a transferência do poder para os iraquianos. Segundo analistas, a administração Bush está frustrada com a crescente instabilidade no Iraque e pela performance do Conselho de Governo Interino. Alguns conselheiros administrativos sugeriram que possa ocorrer uma mudança abrupta no plano envolvendo a indicação de um líder iraquiano interino antes da realização de eleições - seguindo a linha que foi adotada na administração do Afeganistão. Em Londres, o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, disse em entrevista à BBC que o poder pode ser entregue aos iraquianos ''mais rápido do que o planejado'', sendo que o modelo adotado no Afeganistão seria um dos mais prováveis. ''Queremos entregar o poder aos iraquianos e, até agora, a visão era de que faríamos o Conselho de Governo Interino um agente disso. Mas há sugestões não apenas nossas como dos Estados Unidos, de que isso pode ser alcançado de outras formas'', afirmou. Sem comentários A Casa Branca não comentou o motivo da visita de Paul Bremer a Washington nem divulgou se ele se reuniu com o presidente George W. Bush. A reunião contou com a presença do secretário de Estado Colin Powell, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld e a assessora para Segurança Nacional Condoleezza Rice. Entre os principais temas estariam o crescente número de ataques contra tropas americanas e os trabalhos do Conselho de Governo Interino, composto de iraquianos nomeados pelas autoridades americanas. No domingo, Bremer lembrou os membros do Conselho de que eles têm até 15 de dezembro para apresentar uma proposta de cronograma para a elaboração de uma nova Constituição americana e a submissão do documento a um referendo. A Constituição e o referendo fazem parte de um programa de transferência de poder aos iraquianos. Os membros do conselho têm dito que os prazos serão cumpridos, mas segundo o jornal americano The Washington Post, a própria administração americana no Iraque não acreditaria mais nisso. "Está começando a se perceber que aquele caminho previsto não será seguido", afirmou uma fonte do governo americano ao jornal. "E nós precisamos de um governo provisório para o qual nós podemos dar alguma autoridade. Ele (Bremer) tem muito trabalho a fazer." Segundo o The Washington Post, o governo americano está estudando fazer alterações no Conselho. |
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