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Comando dos EUA em Bagdá sofre novo ataque
Diversos mísseis atingiram nesta terça-feira a sede da administração americana em Bagdá, que é fortemente protegida. O ataque provocou danos a veículos, mas não há relatos de mortes ou feridos. A explosão coincide com a viagem de Paul Bremer, chefe da administração civil americana no Iraque, a Washington, para o que autoridades estão chamando de "sessão de tomada de decisões". O número de ataques contra as tropas de ocupação no Iraque vêm aumentando e já chegam a 30 por dia, segundo o comandante do exército americano, general Ricardo Sanchez. 'Mensagem' O general indicou que suas forças adotariam ações mais duras contra os insurgentes, alertando que não hesitaria em usar qualquer arma a sua disposição. "A mensagem mais importante é que vamos ser bastante duros", disse o general Sanchez. "É isso que é necessário para derrotar o inimigo e, definitivamente, não estamos com timidez para fazer isso." Relatos militares iniciais indicam que três ou quatro mísseis atingiram a "Zona Verde", que rodeia o Palácio Republicano do ex-líder Saddam Hussein, onde fica o quartel-general americano. Repórteres ouviram até dez explosões em duas séries, separadas por 25 minutos de intervalo. A fumaça no complexo podia ser avistada minutos depois das explosões. "Muitos veículos ficaram danificados na Zona Verde, mas não houve relatos sobre feridos", disse uma porta-voz militar americana à agência de notícias Reuters. Viagem Bremer cancelou um encontro com o primeiro-ministro da Polônia, Leszek Miller, na terça-feira, para viajar a Washington. "Ele vai falar dos progressos da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), discutindo os ataques recentes", disse a porta-voz do Pentágono, Megan Grafton. "Provavelmente, elementos diferentes na investigação do incidente com o Falcão Negro serão discutidos", acrescentou. Um helicóptero Falcão Negro, que se acredita ter sido atingido por mísseis, caiu perto de Tikrit, na sexta-feira, matando seis soldados. A porta-voz descreveu a reunião como "rotina", mas autoridades citadas pela Reuters disseram que Bremer vai a Washington "quando decisões precisam ser tomadas". Correspondentes dizem que a viagem de Bremer acontece em meio à crescente frustração com o conselho dirigente do Iraque indicado pelos Estados Unidos. Algumas autoridades dizem que também há um atrito crescente com o próprio Bremer. |
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