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Blair e Chirac defendem força militar européia
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o presidente da França, Jacques Chirac, defenderam nesta segunda-feira a criação de uma força militar conjunta européia. Na primeira cúpula franco-britânica desde que os dois países adotaram linhas antagônicas sobre a guerra no Iraque, os dois líderes declararam que uma força européia não prejudicaria a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, que reúne os Estados Unidos e seus aliados na Europa). Chirac disse que a política americana para o Iraque segue agora no caminho certo, mas que continua "um pouco incompleta". Blair afirmou também que ambos concordaram em fazer todos os esforços ao seu alcance para combater o terrorismo, após os ataques que abalaram a Turquia na semana passada. As negociações diplomáticas em Londres envolveram também o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, e outros ministros de seu gabinete. Defesa européia Planos para uma política de defesa conjunta mais contundente para a União Européia desagradam aos Estados Unidos. A França, país que tem feito maior oposição às iniciativas americanas no Conselho de Segurança da ONU, propõe a criação de uma sede de planejamento militar européia desvinculada da Otan. Blair disse que a Grã-Bretanha não precisa escolher entre a Europa e os Estados Unidos e destacou que os planos de cooperação européia na área de defesa não são incompatíveis com a Otan. "Faz completo sentido para mim, em circunstâncias em que a Otan não estiver envolvida, a Europa ter a capacidade e o poder de agir em defesa dos interesses europeus e do resto do mundo", declarou o premiê britânico. Blair deu o exemplo do envio de tropas de paz à Macedônia como uma operação militar levada adiante pelos países europeus sem prejudicar sua relação com a Otan. Chirac disse o mesmo e acrescentou que "a França não tem problemas com a Otan. Entretanto, pensamos que há muitas operações que deveriam ser feitas por nós". Iraque As divergências entre Blair e Chirac ficaram novamente evidentes, porém, quando os dois foram questionados em entrevista coletiva sobre o Iraque. Indagado sobre a situação no pós-guerra, o presidente francês disse acreditar que a política americana de transferir soberania para o povo iraquiano caminha na direção certa. Mas, continuou: "Para ser franco e honesto, creio que isso está se prolongando por um período longo demais e parece se tratar de uma política um pouco incompleta". |
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