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ONU defende relatório nuclear sobre o Irã
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU rejeitou nesta quinta-feira as críticas dos Estados Unidos ao relatório da entidade sobre o programa nuclear do Irã. A organização foi criticada por dizer que não há evidências de que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares. O mais alto oficial americano na área de controle de armas, John Bolton, disse que o relatório da AIEA era "impossível de se acreditar". Um porta-voz da agência afirmou, no entanto, que a entidade tem inteira confiança no documento confidencial, cujo conteúdo foi amplamente divulgado pela imprensa. Sigilo O relatório afirma que o Irã admitiu estar produzindo plutônio, mas não armas. O documento diz que não há sinal de que Teerã estaria secretamente desenvolvendo armas, mas critica o governo iraniano por agir em segredo. "Até o momento, não há evidência de que atividades e materiais nucleares anteriormente não declarados (pelo Irã) estejam relacionados a um programa de armas nucleares", disse a AIEA. "Entretanto", acrescentou, "dada a tendência passada ao sigilo (por parte do país), levará algum tempo para que a agência possa concluir que o programa nuclear do Irã tenha fins exclusivamente pacíficos." O porta-voz da AIEA, Mark Gwozdecky, disse a jornalistas em Viena que a entidade "defende o relatório. Mas ele é confidencial e será considerado na próxima reunião do conselho de diretores". O Irã insiste em afirmar que o programa nuclear foi criado para atender às necessidades de energia do país. Entretanto, Bolton, em pronunciamento durante um jantar para a publicação americana American Spectator, fez críticas mordazes ao relatório. Confronto O correspondente da BBC em Washington diz que o tom dos comentários de Bolton indica que os Estados Unidos estão preparados para confrontar a AIEA e apresentar conclusões contrárias. Bolton quer confrontar o Irã no Conselho de Segurança da ONU, enquanto outros países, incluindo os europeus, têm procurado resolver o assunto com diplomacia. O embaixador iraniano na AIEA, Ali Akbar Salehi, disse que os fatos contidos no relatório tornam "muito difícil referir o assunto para o Conselho de Segurança". "Qualquer pessoa que usa de lógica sabe que o Irã nunca teve a intenção de seguir o caminho das armas de destruição em massa", disse Salehi à BBC. "Não podemos convencer alguém que não quer ser convencido", acrescentou. Em setembro, a AIEA deu ao Irã um prazo para que o país revelasse detalhes de seu programa nuclear. Para cumprir a exigência, o Irã fez uma série de revelações a respeito de suas atividades secretas. |
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