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Atualizado às: 13 de novembro, 2003 - 07h36 GMT (05h36 Brasília)
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Grã-Bretanha nega extradição à Argentina
Os escombros do ataque a um centro judeu na Argentina em 1994
Os escombros do ataque a um centro judeu na Argentina em 1994

O governo britânico negou o pedido de extradição feito pela Argentina do ex-diplomata iraniano Hade Soleimanpour acusado de envolvimento no bombardeio de um centro judeu em Buenos Aires, em 1994.

O Ministério do Interior disse que não havia prova suficiente para a extradição do ex-diplomata.

O ataque ao centro judeu matou 85 pessoas. Soleimanpour, de 47 anos, foi preso na cidade britânica de Durham, enquanto estudava na universidade local.

O ex-diplomata foi libertado sob fiança de 750 mil libras (cerca de R$ 3,6 milhões), paga em parte por autoridades iranianas.

Fora do país

Soleimanpour, que já foi diplomata do Irã na Argentina, negou as acusações afirmando que nem estava no país na época do ataque.

''Não há provas que impliquem o envolvimento de Soleimanpour neste crime'', disse o advogado do ex-diplomata, Ben Brandon, à agência de notícias AFP.

Entretanto, em um dossiê de 2.600 páginas, o governo da Argentina afirma que Soleimanpour deu apoio aos responsáveis pelos ataques que teriam sua base na embaixada iraniana em Buenos Aires.

A Argentina teve um prazo de quatro semanas, que depois foi estendido em mais duas semanas, para providenciar evidências para o caso que gerou tensões no relacionamento entre a Grã-Bretanha e o governo do Irã.

O Irã chamou de volta ao país seu embaixador em Londres depois que Soleimanpour foi preso e também cortou relações culturais e econômicas com a Argentina.

Há cerca de 30 mil judeus na Argentina, a maior população deste grupo na América Latina.

''Nós lamentamos a decisão que foi tomada na Grã-Bretanha'', disse Alfredo Neuburger, porta-voz de um grupo de organizações judaicas na Argentina, o Daia.

''Estamos convencidos de que as provas já existentes justificam o questionamento do ex-embaixador iraniano pela Justiça argentina'', disse.

O governo britânico por sua vez afirmou que o caso pode ser retomado se o governo da Argentina apresentar provas suficientes.

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