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Europa investiga financiamento do futebol italiano
A Comissão Européia iniciou uma investigação sobre como são financiados os clubes de futebol italianos. A comissão acredita que as leis da Itália, que autorizam os times a amortizar suas dívidas ao longo de dez anos, poderiam constituir ajuda ilegal do Estado. Os clubes em outros países da União Européia têm um máximo de três anos para financiar as suas dívidas. Os dirigentes do futebol italiano argumentam, no entanto, que muitas equipes poderiam falir se forçadas a adotar os mesmos padrões do restante do continente. Roma e Lazio O fim das atuais regras de dez anos de amortização seria uma ameaça principalmente a clubes com ações em bolsa como Lazio e Roma, que são obrigados a publicar sua contabilidade. A União Européia afirma que o inquérito vai se concentrar em tentar descobrir se há ilegalidades envolvidas na ajuda estatal e nas regras contábeis. "Se alguns clubes esportivo estão recebendo vantagens financeiras sobre outros da Europa, isso distorce a competição tanto em termos de negócios quanto no campo de jogo", afirmou a Comissão Européia. O anúncio ocorre num momento em que o futebol italiano enfrenta forte crise financeira. As perdas dos clubes da primeira divisão na última temporada totalizaram 948 milhões de euros (cerca de R$ 3,17 bilhões). Os prejuízos são reflexo dos salários astronômicos pagos aos jogadores – 85% de tudo o que os clubes arrecadam na Itália são gastos com salários. Conflito A lei dos dez anos de amortização, aprovada como emenda a uma lei de finanças no Parlamento em fevereiro, deu novas esperanças de vida a muitos clubes à beira do precipício. O comissário da União Européia para a competição, Mario Monti, afirmou à época da aprovação da emenda que ela poderia estar em desacordo com as regulamentações sobre ajuda estatal dentro do bloco. Muitos críticos também reclamaram de um conflito de interesses na nova lei – já que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, é também o dono do Milan. Mario Pescante, subsecretário de Estado responsável pelo esporte, disse à agência de notícias Reuters que a investigação da União Européia já era esperada. "Nós certamente precisamos adotar a mesma linha, mas de uma forma bem pensada", afirmou. |
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