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Análise: Realeza saudita pode perder influência com atentados
O atentado suicida na Arábia Saudita no sábado é apenas o último sinal da crescente batalha entre as autoridades sauditas e os militantes islâmicos. Há seis meses, as autoridades sauditas gostavam de manter que não havia qualquer atividade da Al-Qaeda no reino. Aí vieram os dois atentados suicidas que mataram 35 pessoas, em maio. O ocorrido marcou o início de uma campanha das autoridades sauditas, com intensas incursões à procura de armas, cerca de 600 prisões e até confrontos entre a polícia e militantes. Os militantes desejam tanto se livrar de ocidentais no território saudita quanto da própria família real, tida por eles como "bonequinhos" manipulados pelos Estados Unidos. Por isso, uma inesperada conseqüência da ameaça militante acabou sendo levar a realeza saudita a propor modestas reformas políticas. A família real está prometendo realizar eleições no ano que vem, com o objetivo de provar que é bem considerada pela maior parte dos sauditas. A família insiste que está ganhando a batalha contra os militantes e aliados da Al-Qaeda, com alguns guerrilheiros sendo inclusive entregues por suas próprias famílias. A preocupação imediata é com os cerca de 35 mil americanos e 30 mil trabalhadores expatriados que moram no país e precisam ser protegidos pelas autoridades. Uma preocupação mais grave para a Grã-Bretanha e os Estados Unidos é se a família real, aliada dos dois países, conseguirá manter a sua influência ou perderá terreno para grupos radicais islâmicos que desejam destituir a realeza e declarar guerra ao ocidente. |
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