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Ataque na Arábia Saudita pode ter matado 30 pessoas
Autoridades sauditas afirmaram neste domingo que o ataque que matou pelo menos 11 pessoas, em Riad no sábado à noite, é obra da rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. Alguns funcionários que trabalham no local falam em pelo menos 30 mortos. Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes entre as ruínas de um conjunto residencial da capita saudita, destruído no ataque. Cerca de 120 pessoas teriam ficado feridas, incluindo muitas crianças e mulheres. Menos de 24 horas depois do ataque, autoridades sauditas anunciaram o envio de cerca de cinco mil soldados à cidade sagrada de Meca, com o objetivo de reforçar a segurança de mais de dois milhões de peregrinos, número que pode aumentar à medida em que o fim do Ramadã (mês sagrado para a religião muçumana) se aproxima. Reações Houve diversas reações negativas ao ataque. O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, afirmou que os terroristas responsáveis pelo atentado não possuem qualquer doutrina ou religião. Para ele, o ataque teve como objetivo "desestabilizar e aterrorizar" a região. Na Grã-Bretanha, o ministro das Relações Exteriores Jack Straw disse que os responsáveis pelo ataque não demonstram nenhum respeito pelo Islã, ao matar homens, mulheres e crianças durante o Ramadã. Os governos da Rússia e da Itália reafirmaram a necessidade de uma luta global contra o terrorismo. O ataque ocorreu após os governos americano e britânico divulgarem, no sábado, alertas de possíveis ataques contra alvos ocidentais em diversos países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita. A embaixada americana e vários consulados dos Estados Unidos no país haviam sido fechados, no sábado. O correspondente da BBC no Oriente Médio Paul Woods diz que ainda não se sabe qual teria sido o objetivo da Al-Qaeda com o ataque: se desestabilizar a região, ou matar alvos ocidentais. O serviço de segurança da Arábia Saudita acredita que o ataque em Riad traz os sinais característicos dos perpetrados pela rede Al-Qaeda, a qual as autoridades sauditas responsabilizam pela escalada da violência militante islâmica no país. Diplomatas acreditam que o número de mortes deverá subir já que os autores do atentado provocaram três explosões em locais diversos, demolindo vários prédios. A maioria dos moradores do conjunto residencial era trabalhadores árabes estrangeiros e suas famílias. Especula-se ainda que os responsáveis pelo atentado agiram em cima de informações desatualizadas e que indicavam que o condomínio abrigava, anteriomente, empregados da empresa aérea americana Boeing. |
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