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Armitage: "Iraque é uma zona de guerra"
O subsecretário de Estado americano, Richard Armitage, declarou neste sábado que o Iraque "é uma zona de guerra", mas afirmou que os americanos têm condições de lidar com o problema. Durante uma visita a Bagdá, Armitage afirmou que há atualmente focos de violência no Iraque: em Bagdá, Tikrit, Ramadi e Fallujah, onde dois soldados americanos foram mortos neste sábado. Armitage, no entanto, disse que as tropas lideradas pelos Estados Unidos têm um plano sólido para lidar com o problema. O subsecretário encontrou-se em Bagdá com o administrador americano no país, Paul Bremer, e com autoridades iraquianas. Armitage confirmou que os Estados Unidos estão mantendo diálogos com vários países, para que eles enviem tropas ao Iraque no ano que vem e lembrou que o governo americano tem a intenção de gradualmente passar a responsabilidade da segurança no Iraque para os iraquianos. Violência A violência continuou neste sábado no Iraque. Dois soldados americanos foram mortos e um ficou ferido quando uma bomba foi detonada na beira de uma estrada na hora em que passava um comboio militar dos Estados Unidos. O acidente aconteceu na cidade de Fallujah, a 50 quilômetros ao oeste de Bagdá, informou o Exército americano. O ataque eleva pra 149 o número de soldados americanos mortos em combate no Iraque, desde que Washington declarou o fim da guerra no dia primeiro de maio. Ainda nesse sábado, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou que vai fechar, temporariamente, seus escritórios em Bagdá e em Basra, no sul do Iraque, por causa de temores quanto à segurança de seus funcionários. Perigo "Ainda estamos discutindo o que faremos com os nossos funcionários estrangeiros. A situação é extremamente perigosa e imprevisível", explicou o porta-voz da Cruz Vermelha, Florian Westphal. A organização foi alvo de um atentado que matou 12 pessoas em Bagdá, no final de outubro. O comunicado da Cruz Vermelha é feito no mesmo dia em que o Exército americano confirmou que o helicóptero americano que caiu no Iraque, na sexta-feira, matando todas as seis pessoas que levava a bordo, foi derrubado. O helicóptero americano que caiu no Iraque, na sexta-feira, matando todas as seis pessoas que levava a bordo, foi derrubado, segundo anunciou, nesse sábado, um alto comandante militar americano. "Acreditamos que o helicóptero tenha sido derrubado por artilharia de fogo terrestre", disse, à agência de notícias da Reuters, o tenente-coronel Steve Russell, da 4ª Divisão de Infantaria, baseada em Tikrit, cidade-natal de Saddam Hussein, e onde aconteceu o acidente. Valas Em outro desdobramento da situação do Iraque pós-Saddam, investigadores iraquianos e americanos disseram no sábado que suspeitavam que o Iraque tinha até 260 valas comuns com corpos de ao menos 300 mil pessoas mortas pelo antigo regime de Saddam Hussein. Eles afirmaram que o trabalho de identificar corpos e preparar provas judiciais poderia demorar anos e custar milhões de dólares, mas disseram que o longo processo seria válido para cicatrizar as feridas de três décadas do brutal Partido Baath no poder. As autoridades afirmaram que equipes de especialistas estrangeiros em medicina legal iniciarão em janeiro sua missão sobre as valas comuns. |
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