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Lula deixa África do Sul depois de assinar acordos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua visita de uma semana a cinco países africanos com a assinatura de dois acordos com o governo sul-africano e o compromisso, do presidente Thabo Mbeki, de intensificar a relação entre os dois países. "Contamos com o Brasil como um parceiro importante na renovação do continente africano", afirmou Mbeki, lembrando que os dois países já são parceiros, juntamente com a Índia, no G-3. Mbeki disse que apoiava o pleito do Brasil para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, mas que esse assunto deveria ser decidido entre os países da região. “Nossa opinião é que a presença do Brasil acrescentaria muito ao Conselho de Segurança”, afirmou na entrevista coletiva que se seguiu à assinatura dos acordos entre os dois países. Cooperação Um dos acordos prevê a cooperação científica e tecnológica entre os dois países, inclusive com intercâmbio de pesquisadores, e o outro é de cooperação tributária para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal. “Foi com muito orgulho que vim fazer essa viagem à África”, afirmou Lula. “Saio daqui da África do Sul com a alma mais limpa, com o sentido de dever cumprido”, disse Lula, lembrando que havia prometido a viagem ainda durante a campanha. Segundo Lula, nos seus 11 meses de governo mais ministros e autoridades brasileiras visitaram a África do que nos 11 anos anteriores. Questionado por um jornalista sul-africano sobre a brevidade da viagem – de cerca de 18 horas – Lula respondeu dizendo que “é nos menores frascos que estão os melhores perfumes”. Lula disse que a reunião de trabalho que os dois presidentes tiveram na manhã deste sábado foi muito produtiva e voltou a criticar o protecionismo dos países desenvolvidos e defendeu a união dos países mais pobres. “Neste mundo globalizado que os países desenvolvidos já tem suas cartas marcadas, já tem seus mercados definidos, é extremamente saudável que juntemos todos os países que tem similaridades culturais, econômicas, tecnológicas, e que juntos procuremos estabelecer uma ação pra fazer valer o interesse dos países em desenvolvimento”, afirmou. “Eu saio do seu país hoje satisfeito, realizado como político, porque percebo que o presidente da África do Sul pensa como o presidente do Brasil”, disse Lula a Mbeki. Visitas Na última semana, Lula visitou cinco países. Iniciou a viagem em São Tomé e Príncipe, onde inaugurou a embaixada brasileira, seguiu para Angola, onde existem muitas perspectivas de negócios para empresas brasileiras. Em seguida visitou Moçambique, onde ofereceu ajuda para combater a Aids, e seguiu para a Namíbia e finalmente África do Sul, para uma curta visita antes de voltar ao Brasil, onde chegaria no fim da noite. Nos cinco países, Lula assinou cerca de 40 acordos de cooperação – alguns com resultado prático, como a doação de remédios para pacientes de Aids em Moçambique e Namíbia e o apoio para a instalação de um laboratório para a produção de anti-retrovirais em Moçambique. Lula começou a viagem prometendo resgatar a dívida que o Brasil tem com os países africanos, por causa da escravidão, mas a declaração que teve mais repercussão foi aquela feita na Namíbia, de que a capital nem parecia que ficava na África, “de tão limpa que é”. O presidente deixou a África do Sul em direção ao Brasil no meio da tarde deste sábado. A comitiva faria uma escala na Namíbia para trocar de avião e seguiria para São Paulo. |
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