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Canadá produz US$ 7 bi de maconha, diz 'Forbes'
A expansão da produção de maconha no Canadá virou tema da reportagem de capa da revista de negócios americana Forbes. Escrita pelo chefe da sucursal da revista no Vale do Silício, Quentin Hardy, a matéria diz que esse setor “informal” da economia canadense – a produção de maconha só é permitida por lei para fins medicinais - gera US$ 7 bilhões por ano. Esse valor, segundo o autor da matéria, é tão significativo que excede o tamanho de outros setores mais tradicionais da economia, como a criação de gado (US$ 5,63 bilhões) e a produção de trigo (US$1,73 bilhões). Apenas a extração de gás e petróleo, que produz o equivalente a US$ 15,8 bilhões ao ano, é um negócio que vale mais. Prisão As plantações de maconha estão localizadas na província de British Columbia. Os produtores podem conseguir cerca de US$ 900 por pound (454 gramas) e conseguem margens de lucro de 55% a 90%, segundo a revista. O comércio engloba não só o produto final, mas ainda sementes e mudas de maconha, que podem ser adquiridas por algo entre US$ 3 e US$ 10, dependendo da variedade. Esses, no entando, são os preços no atacado. O negócio também envolve o comércio pela internet, ou e-business. Leis O crescimento dessa atividade à margem da legalidade pode ser explicada em parte, diz a reportagem, pelo relaxamento das leis que tratam da maconha no país. O governo canadense apresentou este ano um projeto de lei que flexibilizaria a legislação sobre o assunto. O projeto, que se encontra sob discussão no parlamento do país, despertou fortes críticas por parte do governo americano, que teme a entrada da produção canadense de maconha nos Estados Unidos. Repressão Mas, apesar de atenuar as penas para aqueles pegos com até 15 gramas da droga (que passariam a receber uma multa e não uma temporada na prisão), a punição para os responsáveis pela produção da droga aumenta. Segundo Patrick Sharette, do Departamento de Justiça do Canadá, a punição para os produtores de maconha será dobrada, passando para 14 anos de detenção. "O projeto atenua a punição para consumidores, mas a torna mais dura para o produtor", afirma ele. Ele diz que o governo canadense tinha noção sobre o tamanho e a expansão do setor descrita pela Forbes, mas acrescenta que a matéria causou preocupação no Canadá e no outro lado da fronteira, nos Estados Unidos. Estratégia Ele acrescenta que o Estado está tomando providências para reprimir a atuação dos envolvidos na produção ilegal de maconha. "A estratégia nacional de combate à produção da droga prevê que 245 milhões de dólares canadenses serão gastos nos próximos cinco anos para reaparelhar a polícia e outros setores que exercem controle sobre essa área, como a alfândega." Ele disse que os recursos serão utilizados ainda para promover uma maior integração entre as forças de combate à produção, na busca por uma atuação mais eficaz. Sharette diz que, embora a matéria mostre o crescimento na produção da droga no país, a quantidade de maconha canadense entrando nos Estados Unidos ainda é pequena. México "Comparada com a produção do México, que é o maior fornecedor da droga consumida pelos americanos, a produção canadense é pequena", diz Sharette. Em 2002, diz ele, apenas 1,5% da maconha apreendida nos Estados Unidos havia saído do Canadá. A matéria da revista Forbes explica que a maconha pode ser usada para fins medicinais no Canadá, que distribui a droga para algumas centenas de pacientes que sofrem de doenças graves. Esses pacientes também são autorizados a plantar a droga em pequenas quantidades, para uso pessoal. O governo permitiu, inlcusive, que uma empresa, a Prarie Platn Systems, passasse a produzir maconha para fins médicos, com um contrato de US$ 4,3 milhões. |
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