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Atualizado às: 04 de novembro, 2003 - 18h19 GMT (16h19 Brasília)
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General alemão é demitido após elogiar discurso anti-semita
Martin Hohmann
Martin Hohmann está sob investigação judicial

O general alemão Reinhard Guenzel foi demitido pelo ministro da Defesa do país, Peter Struck, por supostamente ter elogiado declarações consideradas anti-semitas feitas pelo membro do parlamento Martin Hohmann.

Hohmann causou alvoroço nacional com seus comentários, que comparavam as ações dos judeus na Revolução Russa de 1917 com aquelas dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O general Guenzel teria escrito a Hohmann elogiando sua coragem.

O Ministro Struck insitiu que a visão do general não é compartilhada pelos outros funcionários das forças armadas. "Essa é uma história sobre um general solitário e confuso que concordou com uma declaração mais confusa ainda, feita por um político conservador", disse ele.

"Raça de criminosos"

Hohmann causou furor quando sugeriu, em um discurso no dia 3 de outubro, que seria possível considerar os judeus como "Taetervolk", ou seja, uma raça de criminosos, por causa de suas ações durante a Revolução Russa.

Em entrevista durante o fim-de-semana ao programa Frontal 1, da rede de televisão alemã ZDF, Hohmann leu a carta de apoio do General Guenzel.

"Foi um discurso excelente, de verdadeira coragem e clareza, que raramente ouvimos ou lemos em nosso país", disse Hohmann, reproduzindo os dizeres da carta.

O general também escreveu na carta que "as pessoas que defendem esse ponto de vista são consideradas pelo público como de extrema direita, mas você pode ter certeza de que está falando pela maioria da população de nossa nação".

O grupo especial das forças armadas, liderado pelo general Guenzel, é considerado de elite entre os militares alemães e recentemente esteve em ação no Afeganistão.

Investigação

Promotores alemães iniciaram uma investigação em cima do discurso de Hohmann depois que uma queixa criminal contra ele foi arquivada.

Ele se desculpou por seus comentários, dizendo que nem judeus nem alemães são "Taetervolk". Após o incidente, Hohmann foi afastado de duas comissões parlamentares.

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