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Atualizado às: 24 de outubro, 2003 - 10h12 GMT (08h12 Brasília)
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Concorde realiza seu último vôo comercial
Concorde
Aeronave sai de circulação 27 anos depois de seu primeiro vôo

O Concorde realiza nesta sexta-feira seu último vôo comercial, com cem passageiros, de Nova York a Londres.

O avião supersônico deve aterrissar no aeroporto de Heathrow durante a tarde, 27 anos depois de seu primeiro vôo, diante de uma multidão de espectadores que deve se reunir para assistir à chegada do Concorde.

A lista de passageiros inclui muitas celebridades, vencedores de concursos e outros convidados. O vôo de Nova York vai aterrissar por último em uma seqüência de três vôos de Concorde que marcam o fim de uma era da aviação.

Um dos outros dois aviões vai levar passageiros convidados de Edimburgo a Heathrow, em Londres. O terceiro será um vôo sobre o Atlântico que vai partir do aeroporto londrino e retornará para a seqüência de aterrissagens.

Emoções contraditórias

O presidente da British Airways, Colin Marshall, afirmou que o vôo desta sexta-feira deve provocar emoções contraditórias: orgulho pelas realizações do Concorde e uma tristeza inevitável pelo fim da linha aérea supersônica.

Ao longo da história, apenas 16 Concordes foram construídos. O avião chega a atingir uma velocidade de 2.170 km/h e uma altitude de 18.280 metros.

A viagem supersônica de Nova York a Londres tem uma duração estimada de cerca de três horas e meia. Uma passagem para viajar no Concorde custava aproximadamente R$ 43,7 mil.

A aeronave foi parte da frota das companhias British Airways e Air France durante cerca de 30 anos, mas os elevados custos de operação e a queda do número de passageiros resultaram em prejuízos insustentáveis.

A frota de Concordes nunca chegou a se recuperar totalmente do acidente com um dos aviões da Air France, que caiu nas proximidades de Paris em julho de 2000.

Além disso, o desaquecimento da economia global ajudou a reforçar a inviabilidade financeira da operação do Concorde.

Os aviões supersônicos da companhia francesa foram retirados de circulação em maio, e a British Airways atribuiu o fim da linha aérea aos custos elevados das peças da aeronave.

Embora o destino dos aviões não tenha sido revelado, há informações de que algumas aeronaves serão doadas a museus.

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