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Atualizado às: 17 de outubro, 2003 - 22h45 GMT (19h45 Brasília)
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Cardeal argentino diz que João Paulo 2º poderia abdicar
O papa reza uma missa na Praça de São Pedro
João Paulo 2º já é o papa que mais viajou e nomeou santos

O cardeal Jorge Mejia, da Argentina, disse nesta sexta-feira que o papa João Paulo 2º pode entregar o seu cargo devido à sua idade avançada e sua saúde frágil.

"Tenho certeza de que ele já está se perguntando isso (se renuncia ou não) há algum tempo", disse Mejia ao periódico argentino La Nación.

No entanto, o cardeal Mario Francesco Pompedda, o principal representante legal do Vaticano, disse que a renúncia do sumo-pontífice não estava em questão.

Indiferente às especulações, João Paulo 2º trabalhou normalmente no dia seguinte às comemorações do seu jubileu de prata, e recebeu o presidente polonês, Aleksander Kwasniewski.

Kwasnieswki disse, depois do encontro, que o seu compatriota estava "em boas condições", mas acrescentou que o papa está sofrendo de "males muito sérios".

Durante a missa a céu aberto de quinta-feira, João Paulo 2º pediu que o povo rezasse para que Deus lhe desse forças para continuar o seu trabalho.

Dificuldades

Embora estivesse lúcido, o papa de 83 anos passou toda a missa afundado em seu trono e as suas palavras freqüentemente se embaralhavam e ficavam quase incompreensíveis.

Parte de sua homilia foi lida por um assessor.

"Alguém que não consegue falar, não pode celebrar uma missa", afirmou o cardeal Mejia.

Já o cardeal Pompedda, chefe do Tribunal da Assinatura Apostólica, o corte oficial do Vaticano, insistiu que o papa está em perfeitas condições para desempenhar as suas funções.

"Hoje em dia, o papa está encontrando dificuldades claras para falar, mas isso é puramente fonético, já que ele não tem o menor problema em expressar os seus pensamentos", disse Pompedda.

"Por isso, a questão da renúncia do pontífice não está em discussão."

O presidente polonês fez um apelo às pessoas para não pressionarem ainda mais o papa com insistentes pedidos de visitas.

"Essas contínuas visitas o prejudicam", disse Kwasniewski. "Temos que entender e não exigir mais dele do que ele pode nos oferecer."

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