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Atualizado às: 16 de outubro, 2003 - 13h05 GMT (10h05 Brasília)
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Muçulmanos têm de se unir contra judeus, diz premiê malaio
O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad
Mahathir deixará o posto de primeiro-ministro na semana que vem

O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, fez um chamado para que os muçulmanos usem o cérebro assim como a força (literalmente, os músculos) para lutar contra os judeus que "dominam o mundo".

"Os europeus mataram 6 milhões dos doze milhões de judeus que havia mundo. Mas, hoje, os judeus dominam o mundo por procuração....1,3 bilhão de muçulmanos não podem ser derrotados por alguns milhões de judeus", disse Mahathir no discurso de abertura da Organização da Conferência Islâmica, que está sendo realizada na capital administrativa da Malásia, Putrajaya.

Mahathir também disse que os países muçulmanos devem construir juntos uma força militar.

Mahathir, que é conhecido por usar esse tipo de evento para fazer ataques ferozes ao Ocidente, deixará o cargo de primeiro-ministro em uma semana depois de 22 anos no poder.

Em contraste com as palavras de Mahathir, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, usou o seu discurso na conferência para lançar um aviso em relação ao crescente abismo entre o mundo muçulmano e o Ocidente.

"Há uma sensação, em muitos lugares, de uma crescente hostilidade entre o Islã e o Ocidente. Isso é feio, perigoso e errado", afirmou Annan em seu comunicado, lido pelo enviado especial da organização ao Afeganistão, Lakhdar Brahimi.

"Não há nada de natural ou inevitável sobre o triste estado em que a maior parte do mundo islâmico se encontra hoje", afirmou.

"Os povos muçulmanos são capazes de feitos muito maiores, e eles sabem disso", completou o secretário-geral da ONU.

Oportunidade

Mas os comentários do primeiro-ministro malaio foram mais duros do que os de Annan.

Ele falou da futilidade do terrorismo e da falta de esperança presente na luta armada da resistência palestina e pediu para que os muçulmanos alcancem uma unidade maior.

Mahathir afirmou que 50 anos de combates só haviam piorado a situação dos palestinos e apelou por engajamento nas negociações.

"O Corão (livro sagrado dos muçulmanos) nos diz que quando o inimigo pede por paz nós devemos reagir positivamente. É verdade que o acordo oferecido não é favorável. Mas nós podemos negociar – o profeta negociou", afirmou.

Apesar dessa fala conciliadora, Mahathir também falou que os muçulmanos devem buscar conhecimentos em matemática e ciência porque "nós precisamos de armas e mísseis, bombas, aviões de guerra, tanques e navios de guerra para a nossa defesa".

Ele disse aos participantes da conferência que a "arrogância" judaica fazia com que eles "se esquecessem de pensar".

"Eles já começaram a cometer erros. E eles irão cometer mais erros. Poderá haver janelas de oportunidades para nós agora e no futuro. Nós devemos aproveitar essas oportunidades", completou.

Novos desafios

A conferência realizada na Malásia reúne 57 líderes nacionais, representando mais de 1 bilhão de muçulmanos em todo o mundo.

O evento representa a primeira vez que o grupo se reúne depois dos ataques do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

A chamada guerra contra o terrorismo, liderada pelos Estados Unidos, domina a agenda do encontro.

Os líderes também irão discutir a posição que assumirão em relação à ocupação americana no Iraque.

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