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Lula diz que quer 'oportunidades verdadeiras' dos países ricos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu uma "oportunidade verdadeira" aos países desenvolvidos durante discurso para empresários brasileiros com investimentos na Argentina. "O Brasil, certamente, tem uma relação extraordinária com os Estados Unidos, União Européia e Japão. Mas queremos ter mais oportunidades. Oportunidades verdadeiras", afirmou. Lula disse que o Brasil e a Argentina não estão pedindo "nenhum favor, já que a meta é conquistar um lugar que já é nosso". No discurso, Lula insistiu na criação da Área de Livre Comércio das Américas, a Alca, mas ressalvou: "Que não venham com barreiras tarifárias para impedir nosso comércio". As declarações do presidente foram feitas durante o encerramento do seminário Integração da América do Sul, Desafios e Oportunidade, realizado pelo chamado Grupo Brasil, que reúne cerca de 200 empresas brasileiras na Argentina. 'Estremecimento' No encontro, a Alca foi um dos assuntos de destaque. "Argentina e Brasil se colocarão no cenário mundial, mas nós também queremos ser respeitados e tratados com igualdade de condições", disse o presidente. Para Lula, esse desejo de integração regional não deve se limitar ao papel dos governos, mas também à atuação dos empresários. Na sua opinião, a parceria com a Argentina na luta por um lugar comercial mais justo ja está rendendo frutos. "É essencial que a parceria com a Argentina continue sendo exercitada no campo das negociações comerciais e internacionais, como na OMC e na Alca." Lula preferiu usar, duas vezes, uma metáfora com o futebol para definir a relação com a Argentina - país com que o Brasil alimenta uma velha rivalidade nos campos. "Para nossa felicidade, Brasil e Argentina jogam no mesmo time nesta questão. Suamos a camisa juntos", afirmou no discurso para empresários. Pouco antes, ao lado do presidente Néstor Kirchner, durante cerimônia na Casa Rosada, Lula afirmou: "Eu nunca entendi porque nosso relacionamento se estremeceu. No futebol, eu até entendo, mas na política e no comércio, não faz sentido. Podemos ser um modelo de integração para o mundo", disse o presidente, ao lado de Kirchner. |
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