|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Novo dia de protestos aumenta crise na Bolívia
Novos protestos acontecem nesta quarta-feira na Bolívia, com líderes de vários grupos pedindo a renúncia do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. Em Cochabamba, a terceira maior cidade do país, o principal político da oposição, Evo Morales, convocou novas manifestações e bloqueios a estradas. Segundo o correspondente da BBC em La Paz, Luis Crespo, as organizações sindicais também convocaram uma greve geral nas cidades de Potosí, Oruro, Cochabamba e Sucre. Crespo afirmou ainda que a greve por prazo indeterminado do setor de transportes públicos, a falta de alimento e combustíveis, e a ameaça de novas manifestações tornam difícil a normalização das atividades em La Paz. Mortes Os primeiros protestos começaram há cerca de cinco dias por causa dos planos do governo boliviano de exportar gás natural. Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, violentos choques entre manifestantes e o Exército mataram pelo menos 63 pessoas e deixaram cerca de 150 feridos, principalmente em La Paz e no subúrbio industrial de El Alto. Na terça-feira, o Exército boliviano posicionou tanques de guerra para proteger o palácio presidencial. Como consequência das manifestações, Lozada decidiu adiar a implantação do polêmico programa de exportação de gás natural para 31 de dezembro. A estratégia de livre-mercado do presidente boliviano, que é centrada nas boas relações com os Estados Unidos, tem provocado muitas críticas no país. Lozada insitiu que não vai deixar a Presidência e afirmou que há um plano, de origem estrangeira, para destruir a democracia na Bolívia. O vice-presidente Carlos Mesa retirou seu apoio às políticas de Lozada, enquanto o ministro do Desenvolvimento Econômico, Jorge Torres Oblea, renunciou. Os Estados Unidos deram seu apoio a Lozada, afirmando que não vão colaborar com qualquer regime que se instaure por meios não democráticos. A situação na Bolívia também causou preocupações na Europa. A Grã-Bretanha avisou para que os britânicos que estejam viajando para o país evitem ir a La Paz. E tanto a França como a Alemanha alertaram seus cidadãos a não irem para a Bolívia. O papa João Paulo 2º pediu para que os dois lados do conflito promovam o diálogo na tentativa de resolver a crise. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||