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O bê-á-bá de A.B. Whitfield
Linden Boulevard, no bairro do Brooklyn, é um dos endereços mais feios e perigosos de Nova York. Num prédio pré-fabricado funciona a escola Trey Whitfield, com 470 alunos, do pré-escolar até a oitava série. São filhos de enfermeiras, policiais, faxineiros e da camada mais baixa do funcionalismo público. Como no Harlem e em outros bairros mais pobres, a maioria vive com pais separados. São todos latinos e negros e pagam US$ 3 mil de matrícula por ano. As escolas públicas de Nova York são gratuitas, mas cada estudante custa à cidade mais de US$ 8 mil por ano. Nas escolas públicas, um professor ganha US$ 40 mil por ano, mas na Trey o salário inicial dos professores é de apenas US$ 16 mil. Estes números são importantes porque a escola é mais uma prova de que educação não é dinheiro. A Trey não tem nem um computador, nem laboratórios de ciências, nem programas especiais, mas seus alunos estão dois anos na frente das escolas públicas americanas. Como escola particular, não precisa fazer estes tipos de testes, mas A.B. Whitfield, o seu criador e diretor, insiste em aplicá-los para efeito de comparação. O modelo dele de educação está montado no tripé: estrutura, calma e segurança. Uniforme é obrigatório, higiene também e os estudantes só se dirigem aos adultos pelo último nome. Jeans são proibidos. As professoras usam saias e vestidos, e os professores usam paletó e gravata. A escola permite, mas nunca aplicou castigos físicos e o direitor Whitfield pode rejeitar e expulsar estudantes. Até hoje, só um aluno foi expulso. No ônibus, a caminho da escola, pediu sexo oral a uma colega. No bê-á-bá de A.B. Whitfield, displina e bons modos são essenciais. |
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