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Afeganistão pode voltar ao caos, diz ex-diplomata dos EUA
O Afeganistão pode voltar a viver no caos que imperava no país antes da invasão americana, há dois anos, segundo o ex-diplomata americano no país Edmund McWilliams. "Os avanços não foram consolidados, ainda há muitos problemas, sendo a falta de segurança o maior deles", afirma McWilliams, que foi enviado ao Afeganistão em 1989, quando Washington ainda apoiava os guerrilheiros islâmicos que então governavam o país. Segundo o diplomata, o governo americano errou ao se dedicar tanto ao combate de militantes do Talebã e da organização extremista Al-Qaeda e ao, na avaliação dele, ignorar a importância da atuação das forças de paz. McWilliams argumenta que o que chama de "visão limitada" de Washington provocou problemas para o presidente interino do país, Hamid Karzai, que, com a presença da força internacional de paz limitada a Cabul, não conseguiu manter a segurança fora da capital afegã. Ampliação Mas o diplomata vê os planos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de estender a força até Kunduz, no norte de Cabul, como um possível início da ampliação das forças de paz tanto reivindicada por Karzai. Ele não acredita que a eventual ampliação da força implique no envio de mais tropas americanas, mas defende um maior engajamento do governo de George W. Bush no Afeganistão. "Os Estados Unidos não podem recuar dos problemas que criaram para si mesmos, isso minaria ainda mais a credibilidade do país", afirma. De qualquer forma, McWilliams não acredita que, dada a atual situação, seja possível realizar eleições em junho de 2004, como querem os Estados Unidos. "A falta de segurança está segurando o avanço da democracia", afirma o diplomata. Mas ele ressalta que o maior feito de Hamid Karzai, e das forças internacionais que ocupam o país, foi ter conseguido forjar uma unidade nacional em torno do projeto de um governo único. "Mas esse consenso é frágil", afima o ex-diplomata. |
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