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Atualizado às: 06 de outubro, 2003 - 19h13 GMT (16h13 Brasília)
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Bush defende direito de 'autodefesa' de Israel
O presidente americano, George W. Bush
Bush telefonou para Ariel Sharon

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que o direito que Israel tem de se defender não deve ser restringido.

Bush fez a afirmação comentando o ataque feito por Israel ao que as autoridades em Tel Aviv disseram ser um campo de treinamento de membros do grupo ativista Jihad Islâmico em território sírio.

O presidente também pediu que Israel mostre moderação e evite ações que possam desencadear uma escalada da violência no Oriente Médio.

Mais cedo, de acordo com um porta-voz da Casa Branca, Bush havia telefonado para o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon depois do ataque, enfatizando a necessidade de "evitar o aumento da tensão na região nesse momento".

Condenação

A mensagem foi reforçada pelo embaixador americano na ONU, John Negroponte, em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, pedida pela Síria para condenar Israel.

Negroponte pediu que os dois lados pensem cuidadosamente sobre as conseqüências de suas ações – em particular a Síria – mas não criticou Israel, como a maioria dos membros do Conselho.

A Síria pediu que fosse votado o esboço de uma resolução condenando a "agressão militar" israelense, mas a reunião foi adiada sem que a votação ocorresse.

A maioria dos membros do Conselho de Segurança condenou um ataque suicida na cidade de Haifa, no sábado, que deixou 19 israelenses mortos.

Na Cisjordânia, o líder palestino, Yasser Arafat, nomeou um gabinete de emergência, em meio a novas ameaças israelenses de expulsá-lo que surgiram depois do ataque suicida.

Segurança

O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurei, disse que o novo gabinete tem a missão de lidar com a situação de crise.

"Nós temos uma deterioração das condições de segurança e precisamos assumir controle sobre ela", disse Qurei.

Negroponte disse que não há necessidade de uma nova resolução do Conselho de Segurança e que em vez disso era necessário que a Síria desmantelasse as redes de terrorismo em suas fronteiras.

"Os Estados Unidos acreditam que a Síria está do lado errado na guerra contra o terrorismo. Nós fomos claros em relação à necessidade de a Síria parar de dar abrigo a grupos terroristas", disse.

Os embaixadores dos outros países da ONU estão agora consultando seus governos sobre os próximos passos.

Não se sabe ainda quando eles vão se reunir de novo.

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