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Atualizado às: 06 de outubro, 2003 - 11h56 GMT (08h56 Brasília)
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Candidato pró-Rússia 'vence na Chechênia'
poster eleitoral de kadyrov
Contagem inicial de votos indica vitória de Kadyrov

As autoridades da Chechênia declararam a vitória do administrador da província, indicado por Moscou, Akhmad Kadyrov, nas eleições presidenciais da república, realizadas no domingo.

O resultado oficial deverá sair ainda na terça-feira, mas o chefe do comitê eleitoral, Abdul-Kerim Arsakhanov, disse que com 77% dos votos já contados Kadyrov tinha recebido 81,1% deles e não poderia ser derrotado.

Grupos de defesa dos direitos humanos na Rússia denunciaram as eleições como uma farsa, alegando que seus principais rivais ou se retiraram ou foram desqualificados para o pleito.

As eleições são uma parte fundamental da estratégia de Moscou para normalizar a situação Chechénia, depois de quatro anos de guerra civil e a morte de milhares de pessoas.

No entanto, os rebeldes dizem que eles vão continuar a lutar por sua independência.

Vitória antecipada

Milhares de policiais foram mobilizados durante a votação e o correspondente da BBC na Chechênia Steve Rosenberg disse que os locais de votação que ele visitou pareciam mais bases militares.

Kadyrov, um ex-separatista rebelde que mudou de lado, estava na disputa junto com outros seis candidatos.

Ele precisa de mais de metade dos votos para ganhar as eleições no primeiro turno.

Resultados iniciais indicaram que ele tinha mais de 90% dos votos em uma zona eleitoral e praticamente 80% em outra, informou a agência de notícias russa Interfax.

"Não vai haver segundo turno", disse Kadyrov após votar.

A Rússia enviou tropas militares para a Chechênia em 1994 para dar um fim ao movimento de independência da província.

Eles se retiraram em 1996, mas o presidente russo Vladimir Putin ordenou uma segunda investida militar em 1999, no que Moscou chamou de uma "operação antiterrorista".

O conflito ainda continua, mas Moscou espera que as eleições ajudem a "normalizar" a região.

Rebeldes separatistas não reconhecem a legitimidade da eleição e dizem que vão continuar a lutar pela liberdade da Chechênia.

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