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Timor Leste indicia 17 acusados de crimes contra humanidade
Promotores no Timor Leste anunciaram nesta terça-feira que 17 pessoas foram indiciadas por crimes contra a humanidade cometidos após o plebiscito para a independência do território da Indonésia, em 1999. De acordo com as autoridades locais, a lista de acusados inclui o ex-líder de uma milícia pró-Indonésia e três soldados indonésios. A Unidade de Crimes Graves do Timor Leste, fundada pela missão das Nações Unidas no país, acusa os 17 indiciados de atacar e matar de forma sistemática os partidários da independência do Timor Leste na região de Oecussi. Analistas afirmam, no entanto, que os indiciamentos são, na maioria dos casos, simbólicos porque todos os acusados vivem na Indonésia, onde o governo já recusou pedidos anteriores de extradição de suspeitos processados pela violência no Timor Leste. Violência As autoridades timorenses apresentaram acusações contra um total de 350 pessoas pela onda de violência registrada no território durante o processo de independência. Apesar das acusações, no entanto, quase todos os acusados indonésios permanecem em liberdade. Ex-colônia portuguesa, o Timor Leste ainda busca se reerguer da destruição causada pelo conflito com a Indonésia e milícias armadas por Jacarta após a população local ter votado pela independência do território. Cerca de mil pessoas foram mortas no Timor em agosto de 1999, durante a onda de violência desencadeada após o plebiscito. |
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