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Bush pede união da ONU em relação ao Iraque
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na assembléia geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, que a invasão do Iraque era a coisa certa a fazer. Mas tinha sido atacado por ter tomado a decisão sem a autorização da ONU. "Porque uma coalizão de países agiu para defender a paz, e a credibilidade das Nações Unidas, o Iraque está livre e hoje representantes de um país liberado se juntam a nós", disse Bush no discurso. Mas o secretário-geral da ONU, Kofi Annan - em seu discurso na assembléia -, implicitamente tinha criticado os Estados Unidos por adotarem ação preventiva e unilateral, e conclamara a organização a ter um "papel total" na reconstrução do Iraque. "Os últimos 12 meses foram muito dolorosos para aqueles de nós que acreditam em respostas coletivas aos nossos problemas e desafios comuns", disse Annan. Preocupações Há um ano, o presidente Bush disse na assembléia anual que a ONU precisava lidar com o Iraque ou arriscar se tornar irrelevante. Agora crescem as preocupações que os militares americanos estão se envolvendo em uma guerrilha que está se ampliando no Iraque, afetando os esforços de reconstrução. Mas o presidente americano conclamou a ONU a deixar para trás as divisões em relação à guerra no Iraque e "andar para frente" com a estabilização e reconstrução de um país cheio de cicatrizes. "Agora o Iraque precisa e merece nossa ajuda e todos os países de boa vontade deveriam avançar e fornecer apoio", disse. Papel da ONU Os Estados Unidos estão buscando uma resolução do Conselho de Segurança que autorize uma força multinacional e aprove o conselho de governo do Iraque indicado pelos Estados Unidos. Bush disse que a ONU "contribui enormemente para a causa do governo iraquiano próprio", mas que não via necessidade de um papel maior da ONU no Iraque. "Assim como na etapa posterior de outros conflitos, a ONU deve ajudar no desenvolvimento de uma constituição, treinamento de servidores públicos e na condução de eleições livres e justas", disse. A Casa Branca tem rejeitado as propostas da França para a entrega antecipada do poder a políticos iraquianos. 'Bom país' O discurso de Bush é o centro de sua visita dele de dois dias a Nova York. Ele vai ter encontros com o presidente da França, Jacques Chirac, e com o chanceler alemão, Gerhard Schröder. Bush disse que vai dizer os presidente francês - quem ele descreve como "uma alma com forte determinação" - que "os Estados Unidos são um bom país". "Esperemos que, com o tempo, ele entenda mais claramente por que tomei as decisões que tomei", disse. A Assembléia Geral da ONU foi aberta nesta terça-feira em Nova York com um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. |
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