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Principal empecilho contra o terrorismo é político, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira em Nova York que “o principal empecilho a uma cooperação mais efetiva contra o terrorismo é político”. Lula fez a afirmação durante a conferência "Combatendo o Terrorismo em prol da Humanidade" em Nova York, da qual participaram outros chefes de Estado e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. “O ódio que anima os extremistas não se dissipará pelo emprego de métodos repressivos. São necessárias iniciativas diplomáticas, legitimadas pelo direito internacional”, disse. “São necessárias ações coordenadas, conduzidas por lideranças capazes de combinar firmeza no combate à violência com um claro compromisso com a democracia e a inclusão social.” Reforma da ONU Para tanto, o presidente destacou a importância das Nações Unidas. “Não podemos prescindir da ONU em nossos esforços”, disse o presidente. “Enfraquecê-la significa fortalecer os inimigos da paz. Mas a atuação da ONU não pode limitar-se a aspectos humanitários. Se os seus métodos e estruturas não satisfazem as exigências do mundo contemporâneo, apressemo-nos em reformá-la e modernizá-la.” Lula acrescentou que a luta contra o terrorismo não pode ser encarada como algo incompatível com a promoção dos direitos humanos, inclusive o direito a uma vida digna.
No que analistas interpretaram como uma alusão aos acusados detidos por ações extremistas pelo governo americano, inclusive detentos na base de Guantánamo, em Cuba, Lula afirmou que se deve garantir, em quaisquer circunstâncias, o respeito à legalidade. "A detenção de indivíduos exige mandados de prisão e processos regulares, universalmente aceitos", disse o presidente. Vieira de Mello Lula afirmou também que a mera elaboração de listas de terroristas internacionais não resolve o problema. “Apoiamos a elaboração de uma convenção abrangente sobre o terrorismo, que permita definir suas manifestações e todos os seus autores”, disse. Durante a leitura de seu discurso, Lula omitiu seis parágrafos que constavam da versão original do texto distribuída a órgãos de imprensa. No trecho omitido, Lula diria que “não há qualquer prova de atividade ligada ao terrorismo na tríplice fronteira entre Argentina, Paraguai e Brasil”. “Árabes e judeus vivem em harmonia no Brasil. Somos uma sociedade que valoriza a diversidade étnica e religiosa.” O presidente brasileiro encerrou seu discurso citando uma frase do ex-alto comissário de direitos humanos da ONU, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que morreu durante um atentado á sede da ONU no Iraque, onde ele estava atuando como representante de Kofi Annan. “O exercício, pelo povo iraquiano, de sua soberania e autodeterminação é condição essencial para a estabilização do país”, repetiu Lula. Antes, o presidente francês, Jacques Chirac, havia proposto em seu discurso na conferência, que o dia 11 de setembro seja proclamado o dia mundial de combate ao terrorismo. |
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