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Bush adverte Coréia do Norte sobre tráfico de drogas
Os Estados Unidos estão cada vez mais convencidos de que a Coréia do Norte tem um envolvimento direto na produção e no tráfico mundial de drogas, de acordo com o presidente americano, George W. Bush. No relatório anual sobre as nações que produzem drogas, apresentado pela Casa Branca ao Congresso americano, Bush identificou 23 países que os Estados Unidos consideraram ser grandes contrabandistas de drogas ou grandes centros produtores de tóxicos, incluindo o Afeganistão, o Paquistão e a China. A Coréia do Norte não estava na lista, mas o presidente americano disse que há evidências de que "funcionários estatais e empresas" estão envolvidos no comércio ilegal de drogas. Os Estados Unidos, que vêm pressionando a Coréia do Norte por causa de seu programa nuclear, advertiram ainda que uma doação de comida proposta para o país corre o risco de ser cancelada por causa dos temores de que os mantimentos sejam desviados por militares norte-coreanos. Fracasso Bush disse, no relatório, que os Estados Unidos vão aumentar seus esforços para trabalhar com países afetados a fim de impedir a comercialização de armas e drogas. "Apesar de não ter evidências de que os narcóticos originários na Coréia do Norte, ou que transitaram pelo país, chegam aos Estados Unidos, o país está intensificando os esforços para suspender o envolvimento da Coréia do Norte na produção ilícita de narcóticos e seu tráfico", diz o relatório. "Nós estamos profundamente preocupados com o tráfico de heroína e anfetamina ligado à Coréia do Norte para países do leste da Ásia", acrescentou o presidente americano. O relatório ambém advertiu países como Haiti e Mianmar (antiga Birmânia) por terem "fracassado retumbantemente" na hora de satisfazer obrigações internacionais para combater o tráfico e a produção de drogas. Os comentários de Bush ocorrem em um momento de contínua tensão entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte sobre o programa nuclear norte-coreano. Os Estados Unidos dizem que vão continuar a financiar um programa separado para a construção de reatores nucleares de baixo risco para a Coréia do Norte. O programa é administrado pela Korean Peninsula Energy Development Organization, a KEDO, empresa baseada em Nova York. Os Estados Unidos dizem que seu financiamento, de US$ 3,72 milhões (R$ 10,7 milhões), será usado para gastos administrativos desde que a construção dos reatores foi suspensa com a crise em torno dos planos nucleares da Coréia do Norte no ano passado.. |
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