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Soldados dos EUA matam pelo menos oito policiais iraquianos
Soldados americanos mataram pelo menos oito policiais iraquianos em uma barreira militar nos arredores da cidade de Fallujah, a oeste de Bagdá, segundo fontes iraquianas. A polícia e testemunhas afirmam ter visto os americanos abrirem fogo contra um carro da polícia local que perseguia um outro veículo que transportava pessoas acusadas de roubo. O incidente ocorre perto de um hospital e um guarda jordaniano também foi morto. O Exército americano disse que está investigando o episódio. Se for confirmado, este poderá ser o segundo caso de "fogo aliado" na cidade, nos últimos dois dias. Na quarta-feira, tropas americanas mataram pelo menos um policial iraquiano e feriram outro. Perseguição A correspondente da BBC em Bagdá, Barbara Plett, disse que aparentemente três veículos policiais – um deles uma pick-up com uma metralhadora montada na parte de trás – estavam perseguindo um quarto veículo que levava homens armados.
Há relatos conflitantes sobre o que teria acontecido quando os carros chegaram à barreira militar. Os militares americanos disseram apenas que um de seus soldados ficou ferido em um ataque envolvendo armas pequenas perto do hospital da Vermelho Crescente jordaniana. Mas sobreviventes dizem que, apesar de ter gritado repetidamente para os americanos "Nós somos policiais!", os soldados teriam continuado a atirar por 45 minutos. Acredita-se que os soldados possam ter atirado por terem ficado surpresos com a pick-up contendo uma metralhadora montada na parte de trás. Os muros do hospital da Crescente Vermelho, nas proximidades da barreira, ficaram cobertos de buracos de bala. Uma multidão irada se reuniu na frente da sede da polícia em Fallujah para protestar contra as mortes, segundo a agência de notícias Associated Press. Fallujah é considerada um refúgio de simpatizantes de Saddam Hussein e já foi palco de diversos combates envolvendo soldados americanos. Correspondentes no local afirmam que a resistência aos americanos na cidade tem sido forte desde o assassinato de 16 manifestantes iraquianos em abril. |
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