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Liga Árabe aprova cadeira para conselho do Iraque
A Liga Árabe aprovou uma cadeira para um representante do conselho de governo do Iraque na sua reunião ministerial desta terça-feira. A decisão foi tomada depois de uma reunião de seis horas entre os ministros do Exterior árabes, no Cairo, que se prolongou por toda a noite. A cadeira na Liga Árabe vem sendo interpretada como uma fator crucial na conquista da aceitação regional do governo interino do Iraque, nomeado pelos Estados Unidos. No entanto, Magdi Abdelhadi, correspondente da BBC no Cairo, afirmou que ainda não está decidido se a delegação, liderada pelo novo ministro do Exterior iraquiano, Hoshyar Zebari, será autorizada a ocupar a antiga cadeira do Iraque na Liga. O posto está vazio desde que Saddam Hussein foi deposto, em abril. A reunião completa com os 22 integrantes da Liga acontecerá durante dois dias na capital do Egito. Consenso A decisão de autorizar a participação do conselho iraquiano foi anunciada pelo ministro do Exterior saudita, príncipe Saud al-Faisal. "Houve um consenso árabe nessa reunião para convidar o conselho de governo do Iraque a participar como integrante da Liga", disse Faisal. Um funcionário do alto escalão da organização afirmou que a decisão foi resultado de uma acomodação entre os que defendiam a entrada do Iraque e aqueles que eram radicalmente contrários a ela. O ministro do Exterior iraquiano, representante da minoria curda no Iraque que passou a maior parte da sua vida combatendo o governo de Saddam, assumiu o cargo na semana passada, junto com o restante do primeiro escalão do novo governo. "O nosso recado é: somos os representantes de fato da autoridade iraquiana. Precisamos ter representação nessa reunião ministerial", disse Zebari. Os governos árabes ainda não reconheceram formalmente o conselho de governo por não quererem legitimar a ocupação americana do Iraque. Como quase tudo que tem a ver com o Iraque, a questão dividiu o mundo árabe com alguns países a favor e outros contra, segundo o correspondente Magdi Abdelhadi. No mês passado, os ministros de 11 países árabes e a Autoridade Palestina se recusaram a reconhecer o conselho como um governo legítimo e descartaram o envio de tropas à região para auxiliar os americanos na manutenção da paz. |
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